sábado, 3 de novembro de 2007

VOCÊ SABE ONDE FICA O BRASIL?

Artigo preparado por Ronaldo França, na Seção Educação, da Revista Veja de 7 de novembro de 2007, aponta algo preocupante em relação ao ensino de geografia nas escolas brasileiras. Sabemos que a preocupação não é restrita ao ensino dessa matéria, envolve todas as demais.
Pesquisadores do Instituto Ipsos abriram um mapa-mundi na frente dos entrevistados, 1.000 pessoas, em setenta municípios das regiões metropolitanas, e pediram que indicassem onde ficava o Brasil.

50% dos brasileiros não sabem onde fica o Brasil.

Outras perguntas foram feitas:
a) Onde fica a Argentina? 84% não sabem.
b) Onde fica os Estados Unidos? 82% não sabem.
c) Onde fica a França? 97% não sabem.
d) Onde fica o Japão? 92% não sabem.

E a gente ainda goza os americanos quando indicam Buenos Aires como a capital do Brasil. Mas, estarão eles melhores do que nós? Recente pesquisa mostra que 86% dos americanos sabem onde fica os Estados Unidos. Melhores, mas nem tanto.
O articulista Ronaldo França conclui seu artigo dizendo: “A péssima qualidade dos professores está na base dessa vergonha, agravada pela falta de mapas nas escolas. Acrescente-se a falta de instrução familiar e pronto: está formado o ambiente propício para criar gerações de brasileiros que exibem uma ignorância que não está no mapa”.

A NOSSA TORRE DE “PISA” ESTÁ MAIS TORTA DO QUE A ITALIANA

Na página seguinte da mesma revista encontramos artigo de Gustavo Ioschpe com o título: Preocupe-se. O seu filho é mal educado.
O Pisa é atualmente o teste internacional de qualidade da educação mais reconhecido. É aplicado a cada três anos. Em sua última edição pintou um quadro aterrador para o Brasil.
Entre os 40 paises participantes da pesquisa (30 desenvolvidos e 10 em desenvolvimento) ficamos em:
a) último lugar em matemática;
b) penúltimo em ciência; e
c) 37º em leitura.

Muitos dão de ombro a esses resultados, segundo Gustavo, e atribuem o fracasso às escolas públicas e imaginam que ao colocar o filho em uma boa escola particular, o problema está resolvido. O Pisa demonstra que esse raciocínio é equivocado.
Diz Gustavo Ioschpe: “A idéia de que a escola particular brasileira é boa e protege seus alunos das deficiências da escola pública é falsa. Nossas escolas particulares são apenas menos ruins do que as públicas – mas, se comparadas às escolas de outros paises ou a um nível ideal de qualidade, certamente ficam muito distantes”.

Um comentário:

Anônimo disse...

Concordo com a reportagem sobre "PISA". Os professores brasileiros são mal formados e mal remunerados. Somos um país que lê pouco, mesmo os professores se limitam apenas à sua formação inicial, tanto os que atuam nas escolas públicas como os das escolas particulares.
Nas escolas não há pesquisa, apenas "cuspe e giz".
Como ensinar bem, então?
Espedito

 

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