<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-542791692054193474</id><updated>2012-02-16T19:15:26.476-02:00</updated><category term='Pague dois e leve um'/><category term='A crise mundial de alimentos'/><category term='A esperança de uma nota só'/><category term='O Brasil que podemos ter'/><category term='Um em cada 4 brasileiros recebe o Bolsa Família'/><category term='Meio século para nosso despertamento'/><category term='Benchmarking - Excelência com base nos pontos fortes dos outros'/><category term='Você sabe onde fica o Brasil?'/><category term='Um Brasil melhor'/><category term='O Senado e a Câmara de Deputados que precisamos'/><category term='Biocombustíveis alimentos e meio ambiente'/><category term='O nó brasileiro - Baixa produtividade do setor público'/><category term='A cabeça do brasileiro'/><category term='Kiva - O Orkut da filantropia'/><category term='Reciclar: há muito para ser feito'/><category term='Telepresença e teletrabalho'/><title type='text'>BLOG DE LEONARDO KURCIS</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://leonardokurcis.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/542791692054193474/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardokurcis.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Leonardo Kurcis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16017355268150433185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>16</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-542791692054193474.post-870495106840914885</id><published>2008-11-14T15:21:00.004-02:00</published><updated>2008-11-14T16:09:13.940-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Benchmarking - Excelência com base nos pontos fortes dos outros'/><title type='text'>BENCHMARKING - OS PONTOS FORTES DOS OUTROS COMO REFERÊNCIA NA BUSCA DE EXCELÊNCIA NAS ORGANIZAÇÕES E NA VIDA DAS PESSOAS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;DESAFIOS DA GLOBALIZAÇÃO E DO AVANÇO TECNOLÓGICO&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#006600;"&gt;A queda de barreiras comerciais, o rápido avanço tecnológico, a maior disponibilidade de informações e o grande aumento das expectativas dos clientes ao redor do mundo são os principais agentes de mudanças que surgem junto com o fenômeno da globalização.&lt;br /&gt;Nas condições atuais de competição, a busca de vantagens competitivas tornou-se um critério indispensável para a sobrevivência das organizações. As mudanças, em todos os níveis, têm ocorrido de forma extraordinariamente veloz, e a empresa que não se empenhar em acompanhá-las estará se condenando ao esquecimento e conseqüente desaparecimento.&lt;br /&gt;Desse modo, a melhoria contínua passa a ser uma arma poderosíssima para aqueles que desejam se manter competitivos.&lt;br /&gt;A abertura comercial que ocorreu no Brasil a partir do final da década de 80 expôs seu parque industrial a uma concorrência sem precedentes. Para sobreviver neste novo mercado muitas empresas tiveram que aprimorar suas capacidades e tecnologias, e empenharam-se em buscar as melhores práticas disponíveis no exterior através da prática de benchmarking. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#006600;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;BENCHMARKING&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Com certeza você está aprendendo muito com os erros e acertos que você vem cometendo nas decisões que são tomadas em sua empresa. Mas, já imaginou quanto tempo e dinheiro você pouparia se pudesse aprender com os erros e acertos que os outros cometeram na condução de seus empreendimentos? Quantas técnicas já testadas poderiam ser incorporadas ou descartadas ao se mensurar qual foi o resultado que elas trouxeram para outras empresas?&lt;br /&gt;A adoção de uma técnica administrativa chamada Benchmarking pode ser a resposta para estas e outras perguntas que podem ser feitas a respeito do seu empreendimento, tais como: por que será que o seu concorrente consegue atrair um maior número de clientes que a sua empresa? Por que o seu produto tem que custar sempre mais caro que o do seu concorrente?&lt;br /&gt;Pode-se entender o Benchmarking, que em português significa ponto de referência, como um processo contínuo de comparação dos produtos, serviços e práticas empresarias entre os mais fortes concorrentes ou empresas reconhecidas como líderes. É um processo de pesquisa que permite realizar comparações de processos e práticas “companhía-a-companhía" para identificar o melhor do melhor e alcançar um nível de superioridade ou vantagem competitiva.&lt;br /&gt;Os Japoneses têm uma palavra chamada Udantotsu" que significa lutar para tornar-se o "melhor do melhor", com base num processo de alto aprimoramento que consiste em procurar, encontrar e superar 05 pontos fortes dos concorrentes.&lt;br /&gt;Esse conceito enraizou-se numa nova abordagem de planejamento estratégico. Durante a última década, ele tem produzido resultados impressionantes em companhias como a Xerox, a Ford e a IBM .&lt;br /&gt;Embora o processo básico seja o mesmo, existem alguns tipos de benchmarking, diferenciados pelo 'alvo' ou 'objeto' da atividade de benchmarking. São basicamente três tipos: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;·Benchmarking interno:&lt;/span&gt; é praticado por empresas que visam identificar as melhores práticas internas da organização e disseminar sobre essas práticas para outros setores da organização. Este tipo de benchmarking e um dos mais fáceis de ser executado, pois os dados envolvidos estão facilmente disponíveis e não há problemas de confiabilidade, porém pode haver desvantagens neste tipo de benchmarking, pois as práticas internas podem estar impregnadas pelos mesmos paradigmas. A realização de um benchmarking interno, geralmente propicia um passo para um estudo voltado para fora, ou seja, uma focalização externa na busca de melhorias, ou ainda, a prática de um benchmarking externo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;·Benchmarking competitivo:&lt;/span&gt; é o tipo mais difícil de ser praticado, porque as empresas visadas são aquelas que disputam o mesmo mercado, ou seja, concorrentes diretos, e geralmente não estão dispostas ou interessadas em ajudar a equipe envolvida no processo de um benchmarking competitivo. O benchmarking competitivo foca em medir funções, métodos e características básicas de produção em relação aos seus concorrentes diretos, e melhorá-Ios de forma que a empresa possa inicialmente alcançar os seus concorrentes, e depois ultrapassá-Ios, tornando-a melhor do ramo, ou no mínimo melhor que seus concorrentes. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;·Benchmarking funcional:&lt;/span&gt; é a forma mais utilizada, pois não há necessidade de comparar-se com um concorrente direto. As empresas investigadas, geralmente são de ramos distintos, que adotam técnicas interessantes em atividades especificas, que possam ser colocado em prática na empresa do investigador, como por exemplo embalagem, faturamento ou controle de estoques. O processo de um benchmarking funcional poderá ser altamente produtivo, pois possibilita que a troca de informações se dá de maneira mais fácil, não tendo problemas com a confiabilidade das informações, pois as empresas envolvidas não disputam o mesmo mercado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;·Benchmarking Genérico:&lt;/span&gt; nesse processo de benchmarking, as empresas participantes tem função ou processos empresariais semelhantes, independente das diferenças entre as indústrias. Um desses processos pode ser, por exemplo a análise, desde a entrada de um pedido na indústria até a entrega do produto ao cliente. O benchmarking genérico requer uma conceituação ampla e complexa do processo analisado e tem potencial para revelar as melhores das melhores práticas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;BENEFÍCIOS DO BANCHMARKING&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;·Melhora a qualidade organizacional.&lt;br /&gt;·Conduz a operações de baixo custo.&lt;br /&gt;·F acil ita o processo de mudança.&lt;br /&gt;·Expõe as pessoas a novas idéias.&lt;br /&gt;·Amplia a perspectiva operacional da organização.&lt;br /&gt;·Cria uma cultura aberta a novas idéias.&lt;br /&gt;·Serve como catalisador para o processo de aprendizagem.&lt;br /&gt;·Aumenta a satisfação dos funcionários da linha de frente através do envolvimento, aumento de sua autoridade e um senso de domínio sobre o trabalho.&lt;br /&gt;·Testa o rigor das metas operacionais internas.&lt;br /&gt;·Vence a natural descrença dos funcionários da linha de frente sobre a possibilidade de melhoria do desempenho.&lt;br /&gt;·Cria uma visão externa para a empresa.&lt;br /&gt;·Aumenta o nível organizacional ao máximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Benchmarking é...&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um processo contínuo &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma Investigação que fornece informações valiosas&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um processo de aprendizado com os outros&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um trabalho intensivo, consumidor de tempo, que requer disciplina&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma ferramenta viável a qualquer organização e processo&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Benchmarking não é...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Um evento isolado&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma investigação que fornece respostas simples e "receitas"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cópía ou imitação&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Rápido e fácil&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mais um modismo da administração &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, o Benchmarking não é simplesmente copiar. É necessário que você adapte a boa idéia à cultura de sua empresa, às suas particularidades, principalmente se você buscar "inspiração" em uma empresa fora do seu ramo de atividade. Assim, se comprometa ao desafio de sempre procurar uma nova prática, implementá-Ia e aprimorá-Ia, de forma inovadora e criativa à sua realidade. É justamente o aprimoramento constante da prática que vai trazer para a sua empresa a vantagem competitiva frente aos seus concorrentes.&lt;br /&gt;Como o benchmarking tornou-se bastante utilizado principalmente entre empresas norte-americanas e européias, vários foram os modelos que surgiram por causa de modificações realizadas por seus implementadores para que o processo se adaptasse à cultura de suas respectivas organizações. Entretanto, de um modo genérico todos os processos de benchmarking se resumem em cinco etapas básicas: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A- Determinar do que fazer benchmarking; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;B- Identificar parceiros;&lt;br /&gt;C- Coletar e analisar dados; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;D- Estabelecer metas;&lt;br /&gt;E- Implementar ações e monitorar progresso. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O sucesso de um projeto de benchmarking depende do total envolvimento da alta gerência, dando o suporte e fornecendo os recursos necessários para sua ímplementação e seu desenvolvimento; de uma mudança cultural na organização, que deve reconhecer que pode aprender com terceiros; e da disponibilidade de informações sobre o objeto a ser estudado, fator este que pode ser dificultado quando se realiza o benchmarking competitivo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;CLIENTE MISTERIOSO&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Utilizando a metodologia do "cliente misterioso", esta solução possibilita uma visão comparativa dos processos internos, canais de relacionamento, produtos e serviços dos seus concorrentes e de empresas referências de mercado. A partir deste estudo, valoriza-se as práticas excelentes, adota-se novas e corrige-se o que não está adequado, buscando a melhor experiência do cliente final. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;BENCHMARKING NO TERCEIRO SETOR&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os benefícios dos processos de benchmarking são maiores quando as organizações participantes têm interesse em colaborar com as demais, o que tende a ser mais fácil de se conseguir entre organizações do terceiro setor do que na iniciativa privada, onde geralmente a concorrência é muito acirrada.&lt;br /&gt;Na prática, algumas organizações do terceiro setor realizam uma espécie de "benchmarking intuitivo" quando têm a oportunidade de entrar em contato com entidades que atuam de forma semelhante, atendem o mesmo tipo de população alvo ou ainda desenvolvem atividades complementares. Este "benchmarking intuitivo" acontece, por exemplo, em encontros, seminários ou eventos presenciais que reúnem gestores de diferentes entidades. Durante eventos desta natureza é fácil constatar o entusiasmo dos participantes diante da oportunidade de discutirem problemas comuns, trocarem experiências e dicas voltadas à solução de determinados problemas ou ainda estabelecerem parcerias que resultem em uma atuação integrada. Porém, o mais comum é que os participantes percebam o potencial benefício desta interação e saiam desses encontros com a sensação de que precisam se encontrar novamente para trocar mais informações e experiências.&lt;br /&gt;A adoção de uma metodologia estruturada de benchmarking pode ser extremamente útil exatamente na facilitação deste processo de troca e interação, possibilitando a mensuração, análise e comparação das práticas adotadas pelas diferentes organizações. Ao empregar o benchmarking como uma ferramenta para conhecer de que modo organizações respondem a diferentes desafios, as entidades adquirem conhecimentos importantes para aperfeiçoar seus próprios processos de trabalho, sem ter quê "reinventar a roda". As organizações da sociedade civil podem empregar o benchmarking ao menos em duas situações distintas:&lt;br /&gt;·Para aperfeiçoar a gestão organizacional, o que inclui a melhoria de atividades como captação de recursos, comunicação e recursos humanos. Neste caso a organização pode "aprender" como entidades que tenham reconhecido sucesso nestas atividades realizam seu trabalho e adotar mudanças em seus próprios processos de trabalho.&lt;br /&gt;·Para aperfeiçoar seus projetos e serviços prestados à população, baseando-se em experiências bem sucedidas desenvolvidas por outras organizações. Conhecer em maior detalhe projetos desenvolvidos por outras organizações pode ser útil tanto para o aperfeiçoamento das atividades que já são desenvolvidas pela própria entidade como para o desenvolvimento de novas linhas de ação. Este tipo de benchmarking pode ser facilitado, por exemplo, através da realização de consultas a catálogos e bancos de dados de projetos considerados bem sucedidos ou exemplares, conhecidos em inglês como "best practices". Fontes de informação desta natureza representam um "estoque de conhecimento" que pode inspirar outras organizações a aperfeiçoarem seus próprios projetos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;CURSO SENAC&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Benchmarking como Ferramenta Estratégica&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O participante aprende a aplicar a metodologia de benchmarking de mercado, seja de um produto, de um processo, de um departamento ou mesmo de uma empresa, utilizando-se de ferramental e habilidades de estratégia, visando propiciar o desenvolvimento e evolução contínua da empresa em relação aos seus concorrentes.&lt;br /&gt;(Carga horária: 24 horas) &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Pré-requisito -&lt;/span&gt; Ter 16 anos e Ensino Médio concluído. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Método -&lt;/span&gt; Exposições dialogadas, análise e simulação de situações reais de trabalho, atividades individuais e em grupo, leitura e discussão de textos, com apoio de recursos audiovisuais. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Programa -&lt;/span&gt; Panorama e conceitos de estratégia que dão suporte à aplicação da metodologia de benchmarking.&lt;br /&gt;· Principais características, origens, benefícios e limitações do benchmarking.&lt;br /&gt;· Metodologia e fases da realização de um processo de benchmarking&lt;br /&gt;Certificação - O Senac confere o certificado de conclusão do curso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;LIVROS&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;BENCHMARKING - O CAMINHO DA QUALIDADE TOTAL IDENTIFICANDO, ANALISANDO E ADAPTANDO AS MELHORES&lt;br /&gt;Autor: ROBERT C. CAMP&lt;br /&gt;Editora: THOMSON PIONEIRA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BENCHMARKING&lt;br /&gt;Autor:ROSANGELA MARIA PEREIRA CATUNDA&lt;br /&gt;Editora: FUNDO DE CULTURA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BENCHMARKING&lt;br /&gt;Autor:JOHN FISHER&lt;br /&gt;Editora: CLlO EDITORA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/542791692054193474-870495106840914885?l=leonardokurcis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardokurcis.blogspot.com/feeds/870495106840914885/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=542791692054193474&amp;postID=870495106840914885' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/542791692054193474/posts/default/870495106840914885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/542791692054193474/posts/default/870495106840914885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardokurcis.blogspot.com/2008/11/benchmarking-os-pontos-fortes-dos.html' title='BENCHMARKING - OS PONTOS FORTES DOS OUTROS COMO REFERÊNCIA NA BUSCA DE EXCELÊNCIA NAS ORGANIZAÇÕES E NA VIDA DAS PESSOAS'/><author><name>Leonardo Kurcis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16017355268150433185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-542791692054193474.post-5780026524325176633</id><published>2008-10-29T16:14:00.003-02:00</published><updated>2008-10-29T18:12:35.042-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Telepresença e teletrabalho'/><title type='text'>TELEPRESENÇA E TELETRABALHO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;TELEPRESENÇA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Diz Ethevaldo Siqueira, colunista do “O Estado de São Paulo”: ”Imagine um sistema de comunicação audiovisual, futurista, altamente interativo, capaz de reunir pessoas em quatro cidades ou países diferentes, com imagens em alta definição em tamanho real, som digital e conexão feita a partir de um simples toque numa tecla num telefone com protocolo IP”.&lt;br /&gt;“Esse sistema nada tem de ficção nem de futurológico, mas já existe e começa a funcionar em diversos países, inclusive no Brasil, no que poderia ser chamado de evolução da videoconferência”.&lt;br /&gt;“O novo sistema de comunicação é resultado direto do avanço da tecnologia, das imagens digitais de alta definição, da disponibilidade de banda larga e do protocolo IP”.&lt;br /&gt;“É impressionante a sensação de realidade que nos transmite esse tipo de comunicação. Depois de alguns minutos, não percebemos mais as telas do sistema nem as limitações de distância e do próprio ambiente. Parece que estamos numa reunião de verdade, entrevista coletiva ou mesa-redonda”.&lt;br /&gt;A idéia de um sistema interativo com áudio e vídeo é antiga, mas sua realização tem enfrentado diversos problemas.&lt;br /&gt;Ao longo das décadas de 1980 e 1990, foram desenvolvidas várias opções de sistemas analógicos de videoconferência, na Europa e nos Estados Unidos, para comunicação audiovisual entre duas ou mais cidades. Mas, por seu custo operacional elevado e a pouca flexibilidade, não fizeram grande sucesso. Mesmo assim, ainda existem centenas de sistemas convencionais de videoconferência em operação no mundo.&lt;br /&gt;A evolução da tecnologia permite agora uma solução muito mais avançada, transformando-se no sistema de telepresença, que oferece imagens de TV de alta definição e que mostram as pessoas em tamanho natural e som digital direcional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;MIL APLICAÇÕES DA TELEPRESENÇA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das aplicações mais freqüentes da telepresença é a substituição da maioria das viagens de trabalho de longa distância, nacionais ou internacionais, feitas hoje por executivos para participar de reuniões.&lt;br /&gt;Em lugar da perda de dias inteiros em viagens de negócios, as reuniões poderão ser feitas com muito maior rapidez e freqüência, eliminando-se o desconforto dos aeroportos, os longos vôos internacionais e os custos elevados de hotéis.&lt;br /&gt;Um caso concreto de aplicação do sistema de telepresença de âmbito internacional está sendo desenvolvido no Brasil e no mundo para interligação de 40 escritórios em 23 países, da Procter &amp;amp; Gamble, a corporação gigante de bens de consumo cujo faturamento anual é de US$ 76,5 bilhões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· &lt;span style="font-size:130%;"&gt;Educação&lt;/span&gt; - As possibilidades da telepresença na área educacional parecem ser ilimitadas. No Estado americano do Colorado, o sistema está sendo usado para o treinamento à distância de professores, com excelentes resultados.&lt;br /&gt;· &lt;span style="font-size:130%;"&gt;Telemedicina &lt;/span&gt;- Entre as aplicações mais freqüentes da telepresença na área de saúde estão hoje diversos casos de telemedicina e de cirurgia remota, com auxílio da telerrobótica. Ou mesmo em exames clínicos à distância.&lt;br /&gt;· &lt;span style="font-size:130%;"&gt;Publicidade e vendas&lt;/span&gt; - Para demonstrar o potencial de viagens turísticas ou de imóveis, nada melhor do que mostrar imagens reais de locais, instalações ou produtos distantes.&lt;br /&gt;· &lt;span style="font-size:130%;"&gt;Entretenimento &lt;/span&gt;- Com essa tecnologia, podem ser mostrados também parques naturais, recifes de coral ou cavernas naturais a serem exploradas, seja no caso de um simples entretenimento ou de uma forma de turismo virtual online.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;UM EXEMPLO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jill Smart, executiva da Accenture, tinha suas dúvidas quando entrou pela primeira vez na nova sala de videoconferência de sua empresa em Chicago para uma reunião com um grupo de colegas em Londres. Mas a videoconferência numa experiência tão real que Smart afirmou que "10 minutos depois você esquece que não está na mesma sala que eles".&lt;br /&gt;A Accenture decidiu que seus colaboradores deveriam usar encontros virtuais para evitar, por exemplo, as 240 viagens internacionais e 120 vôos domésticos realizadas em apenas um mês, pondo um fim às incontáveis horas de cansativas viagens para seus funcionários e economizando milhões de dólares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;TELETRABALHO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a SOBRAT-Socidade Brasileira de Teletrabalho eTeleatividades teletrabalho é todo e qualquer trabalho realizado a distância, ou seja, fora do local tradicional de trabalho com a utilização da tecnologia de informação e de comunicação, ou mais especificamente, com computadores, telefonia fixa e celular e toda tecnologia que permita trabalhar em qualquer lugar e receber e transmitir informações, arquivos de texto, imagem ou som relacionados às atividades.&lt;br /&gt;Teletrabalho é o mesmo que Home Office? Geralmente sim, mas não necessariamente. O trabalho a distância não determina um local específico para trabalhar, isso é definido de acordo com as características das atividades desenvolvidas pelo trabalhador e das necessidades da empresa. O teletrabalho pode ser desenvolvido:&lt;br /&gt;· no domicílio do trabalhador,&lt;br /&gt;· em escritórios descentralizados da própria empresa,&lt;br /&gt;· em áreas gratuitas ou pagas de utilização de computadores e acesso à Internet (telecentros, cybercafés, bibliotecas, centros de convivência, etc).&lt;br /&gt;· nas salas de espera ou mesmo do escritório de clientes – quando o atendimento aos clientes e fechamento de pedidos é feito online,&lt;br /&gt;· em hotéis, saguões de aeroportos e rodoviárias,&lt;br /&gt;· automóveis e outros veículos de transporte – quando o trabalhador encontra-se viajando a serviço, ou mesmo quando está viajando por razões pessoais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O endereço eletrônico da SOBRATT é &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.sobratt.org.br/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;www.sobratt.org.br&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;QUALIDADE DE VIDA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Home-Office segundo André Brik.&lt;br /&gt;Seja bem-vindo ao melhor de todos os mundos: flexibilidade, conveniência e controle sobre a sua vida.&lt;br /&gt;· Esqueça os ônibus lotados e a fumaça dos engarrafamentos.&lt;br /&gt;· Em um Home-Office você tem mais tempo para lazer e para praticar esportes, além de trabalhar no ritmo que definir. Reduza consideravelmente seu nível de stress.&lt;br /&gt;· Produza em um ambiente com móveis e iluminação adequados e um silêncio aconchegante.&lt;br /&gt;· Participe da educação dos seus filhos estando mais disponível para eles: ao optar entre “carreira” ou “filhos”, decida por ambos!&lt;br /&gt;· Sinta-se mais relaxado e bem-humorado.&lt;br /&gt;· Alimente-se de forma mais saudável (nada como uma comidinha caseira).&lt;br /&gt;· O banheiro do seu escritório em casa é o seu próprio, que você usa na hora que quiser.&lt;br /&gt;· E trabalhando no Home Office você tem mais tempo livre e de qualidade para curtir amigos e família.&lt;br /&gt;· Qualidade de vida, em minha opinião, é o maior ganho do escritório em casa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;10 SEGUNDOS PARA CHEGAR AO ESCRITÓRIO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo matéria do caderno “Cidades/Metrópole” do jornal “O Estado de São Paulo” de 1 de junho de 2008 podemos avaliar algumas experiências.&lt;br /&gt;Cerca de 30 quilômetros de distância, 50 semáforos e muita paciência separam a casa de Fausto Mantovani, em Mauá, do prédio da IBM, na zona sul de São Paulo. No fim da década de 1970, quando começou a trabalhar na empresa, era sossegado fazer o percurso, mas, com o tempo, precisou acordar mais cedo e chegar uma hora e meia antes à IBM para não se perder nos congestionamentos. Agora, Mantovani leva dois minutos da cama ao escritório.&lt;br /&gt;"A melhoria na qualidade de vida foi fantástica", diz o gerente, que se rendeu ao Home-Office há dez meses. Além de levar uma vida mais saudável, com a prática de exercícios físicos e menos stress, diz que o teletrabalho fez bem para seu relacionamento social.&lt;br /&gt;Estabelecer regras e ter disciplina é fundamental. Mantovani montou escritório num ambiente separado e, quando a porta está fechada, é sinal de que não pode ser incomodado.&lt;br /&gt;Os "sem-chefe" são os que mais se aproveitam do Home-Office. O headhunter Plínio Serqueira, de 51 anos, já teve um escritório no centro, mas em 2003 decidiu atuar de casa, em Alphaville (Barueri). "Já levei duas horas para fazer esse trajeto até o escritório. Hoje são dez segundos."&lt;br /&gt;O psicólogo e diretor de Recursos Humanos Fernando Carvalho Lima, de 56 anos, trabalha em casa desde 1997, quando era funcionário da empresa canadense Nortel. Quando montou a própria empresa em 2006, optou pelo Home-Office. Com mais tempo em casa, Lima investiu em ser pai de novo: adotou três crianças. "Conciliei o trabalho à possibilidade de vê-las crescer."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;QUEM PODE TRABALHAR EM CASA?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos ainda tateando no escuro, mas quem já está colhendo os frutos, com as vantagens e desvantagens, passa a ser um entusiasta.&lt;br /&gt;O teletrabalho é utilizado basicamente nas áreas de vendas e gerência, sendo exercido por gerentes técnicos, de mercado e vendedores especializados. Nos Estados Unidos, consultores, executivos, analistas e especialistas em informática são as principais atividades exercidas via teletrabalho.&lt;br /&gt;A Kodak foi uma das primeiras empresas a implantar o teletrabalho no Brasil, em 1988, com toda sua equipe de vendedores.&lt;br /&gt;A empresa instalou uma linha de telefone e um computador na casa de cada funcionário. Hoje, são quase 100 vendedores espalhados pelo Brasil trabalhando basicamente via Internet. Todos os funcionários que trabalham sob esse método têm vínculo empregatício, salário fixo e carro designado pela empresa.&lt;br /&gt;A Siemens já conta com cerca de 400 vendedores trabalhando a distância, mas está estudando a implantação desse sistema nos cargos administrativos. Cada funcionário deverá estabelecer com sua chefia a melhor forma de exercer sua atividade, quantos dias da semana, por exemplo, poderá permanecer em casa, e como implementará suas tarefas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;QUEM NÃO PODE TRABALHAR EM CASA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Profissionais que têm que interagir constantemente com outros profissionais dificilmente poderão exercer suas tarefas plenamente de suas casas. Para conseguirem êxito no modelo de trabalho em casa é importante que sejam profissionais experientes, com alto grau de autonomia. Profissionais que precisam de acompanhamento e orientação não conseguem um bom desempenho. Isso sem contar as pessoas que têm dificuldade de concentração ou são desorganizadas.&lt;br /&gt;Existem profissionais que nunca conseguirão trabalhar em casa. O perfil desejado para o teletrabalhador é de uma pessoa comprometida, que cumpre seus prazos e tem espírito empreendedor, ou seja, busque alternativas. A empresa também é responsável pela avaliação do perfil do profissional que pode trabalhar distante dela. Empresas que implantam o teletrabalho só pensando em redução de custos certamente não alcançarão bons resultados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;PREPARE-SE PARA ENCARAR DESAFIOS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os maiores desafios no mundo do teletrabalho não estão na tecnologia, mas em quem usa a tecnologia para trabalhar a distância, ou seja, o profissional ou a empresa. Trabalhar em casa é a melhor coisa do mundo, mas não esqueça que sua família, e até seu cachorro devem concordar com essa decisão.&lt;br /&gt;Isso quer dizer que não basta ir pra casa carregando o computador e mais uma linha telefônica, e pronto, problema resolvido. Em primeiro lugar, algumas questões precisam ser levantadas:&lt;br /&gt;· quais as vantagens e desvantagens para os trabalhadores;&lt;br /&gt;· de que maneira a família do profissional poderá ser afetada com essa decisão;&lt;br /&gt;· de que forma a própria família afeta o rendimento do trabalhador;&lt;br /&gt;· até que ponto é positivo fazer da residência – lugar desde sempre determinado como local de descanso – lugar de trabalhar;&lt;br /&gt;· e a falta de contato com outras pessoas, não pode prejudica o indivíduo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É inegável que há aumento de produtividade, uma vez que perde-se menos tempo no trânsito, para falarmos apenas de um aspecto positivo. Mas não é uma tendência tão absoluta como se tem falado. Um outro problema, que em um primeiro momento não é percebido, é que o trabalho em casa favorece a extensão da jornada de trabalho, pois se o profissional não delimitar seu tempo, corre o risco de ficar até altas horas na frente de seu computador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;AS ARMADILHAS DO TRABALHO A DISTÂNCIA&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Disciplina é a palavra-chave. O funcionário tem que se impor limites, seja para trabalhar ou para parar de trabalhar. Outro fator é a informação. Em um primeiro momento, todos os funcionários se animam muito com a possibilidade de não precisar ir à empresa diariamente. Mas ele precisa ter claro no que implicará essa facilidade.&lt;br /&gt;A distância dos colegas é um outro entrave para o trabalho em casa, porque as pessoas têm uma necessidade de interação que não costuma ser saciada com o teletrabalho. A Shell resolveu esse problema de uma maneira relativamente simples: criando o “Hora Extra”. Toda quinta-feira, das 17 às 20 horas, a equipe de vendas se reúne para um happy hour.&lt;br /&gt;Além do happy hour, a empresa realiza, uma vez por mês, reuniões de confraternização, que podem ser cafés da manhã, almoço ou churrasco.&lt;br /&gt;A Siemens, por exemplo, depois de perceber que seus funcionários sentiam certa carência afetiva por ficarem longe de seus colegas, orientou-os a comparecer à empresa pelo menos uma vez por semana, em esquema de rodízio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Vantagens:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A principal é a redução de custo. Você elimina o transporte e alimentação da equipe. Corta também a necessidade do aluguel ou compra de uma sala, com mesas, cadeiras, computadores, armários, limpeza, IPTU, luz, condomínio, telefone.&lt;br /&gt;Os profissionais gastam menos roupas, não vivem o stress das grandes cidades, sejam os engarrafamentos ou os assaltos. E ficam mais tempo com a família. Pode-se também contratar com uma mão-de-obra mais vasta, que extrapola os limites da cidade, estado ou país.&lt;br /&gt;Para quem trabalha em casa:&lt;br /&gt;· Mais tempo disponível para fazer coisas que antes você achava impossível.&lt;br /&gt;· Você ficará livre do trânsito e dos engarrafamentos, além, é claro, de reduzir os custos com transporte.&lt;br /&gt;· Colocará à prova sua autonomia, com menos pessoas controlando seus passos.&lt;br /&gt;· Nos dias de chuva e de grandes engarrafamentos, é uma dádiva.&lt;br /&gt;· Viverá mais feliz, menos estressado (só essa vantagem já basta, não é mesmo?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Desvantagens:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há o problema da falta do convívio social, nem todos se adaptam. O trabalho precisa ser bem distribuído e acompanhado.&lt;br /&gt;Exige um treinamento diferenciado dos gerentes, pois sempre há a paranóia que do outro lado não se está trabalhando.&lt;br /&gt;Há também o custo necessário de um software para administrar todo o processo.&lt;br /&gt;O trabalho, obviamente, estando todos na mesma sala, teoricamente, pode render mais em determinados momentos, principalmente em trabalhos mais interativos.&lt;br /&gt;Ou seja, vai depender muito do perfil das atividades da empresa para avaliar quando e como operar a distância.&lt;br /&gt;Creio que é uma política de vida, tem gente que adora sair de casa para trabalhar. Ou, pelo menos, acha que adora.&lt;br /&gt;No Brasil, a legislação ainda não sofreu alterações. A falta de atenção do Poder Público sobre o assunto tem feito com que aumente o número de reclamações trabalhistas por estes empregados, reivindicando, por exemplo, o pagamento de horas extras.&lt;br /&gt;Para quem trabalha em casa:&lt;br /&gt;· E agora, com quem você vai falar sobre suas dúvidas e angústias profissionais?&lt;br /&gt;· A carência afetiva pode lhe pegar de surpresa.&lt;br /&gt;· Sabe o dinheiro extra que você embolsa com os vales transporte e refeição? Esqueça. Você não precisa mais disso.&lt;br /&gt;· A distância da empresa pode afetar a integração com sua equipe de trabalho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O TRABALHO À DISTÂNCIA E A CRIAÇÃO DE EMPREGOS&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Você já ouviu algum político defender o incentivo ao teletrabalho como fator de criação de emprego, diminuição do estresse urbano e melhoria da qualidade de vida?&lt;br /&gt;Um escritório empresarial repleto de computadores, com todo mundo de olho na tela: o que esse povo está fazendo aqui? Não poderiam produzir de casa, usando bermudas e chinelos?&lt;br /&gt;Hoje, 20 milhões de americanos já trabalham longe do escritório. Ou ficam em casa, ou operam em telecentros, próximos de suas residências. Nos Estados Unidos, o teletrabalho é praticado há 20 anos.&lt;br /&gt;O tema trouxe ao Brasil o especialista americano Gil Gordon, para uma série de palestras em São Paulo.&lt;br /&gt;Para ele, o teletrabalho é uma opção seletiva e, por isso, a escolha dos empregados que irão usufruir desse benefício deve ser baseada em critérios muito bem definidos pelos dirigentes empresariais.&lt;br /&gt;Destacam–se, entre eles, a habilidade para cumprir prazos, a automotivação e a independência para agir.&lt;br /&gt;Segundo o consultor, as maiores barreiras que o Brasil enfrenta nesse segmento é, principalmente, a legislação trabalhista, considerada muito complexa e o preconceito ainda existente por parte dos trabalhadores e de algumas lideranças empresariais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O teletrabalho pode contribuir para o emprego de portadores de necessidades especiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A OPORTUNIDADE DOS TELECENTROS&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Os telecentros são unidades prestadoras de serviços que oferecem espaço para locação ou mesmo para compra. Além do espaço tornam possíveis diversos serviços de apoio para uso exclusivo ou compartilhado. Servem para empresas e para profissionais autônomos.&lt;br /&gt;A locação de espaço em telecentros é uma oportunidade de negócios a ser considerado para novos empreendimentos de prestação de serviços.&lt;br /&gt;Os governos deveriam incentivar a criação de telecentros como forma de ampliação de empregos e para diminuir o deslocamento de pessoas e melhorar as condições do trânsito dos centros urbanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;JÁ SÃO 10 MILHÕES DE TELETRABALHADORES&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A partir de dados gerais sobre o acesso dos brasileiros a computadores e a Internet levantados por diferentes pesquisas de diferentes instituições a SOBRATT-Sociedade Brasileira de Teletrabalho e Teleatividades tem realizado alguns cruzamentos que permitem fazer uma estimativa também genérica de que o Brasil, conta, em 2008, com aproximadamente 10 milhões e seiscentos mil teletrabalhadores.&lt;br /&gt;No mês de junho de 2008, o instituto Market Analysis divulgou dados da pesquisa realizada sobre teletrabalhadores no Brasil que apontam que pelo menos 23% da população adulta em atividade no país adota ao longo do mês alguma forma de teletrabalho, sendo que, entre todos, o trabalho em casa é a modalidade mais comum (52%).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;EMPRESAS QUE ADOTAM O TELETRABALHO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Informação da SOBRATT. São várias as empresas que trabalham no sistema de teletrabalho. Embora nem todas divulguem a adoção dessa forma de trabalho flexível, temos conhecimento das que seguem: · AT&amp;amp;T- · BT Global Service - · Cisco - · DELL - · Du Pont - Ernest &amp;amp; Young - · HP - · IBM - · Marry Linch - · Merck - · Natura - · Nortel - · Polycom - · Semco - Serpro - · Shell - · Sonicwall - · Symantec - · Telejob.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;IMPACTO NOS SINDICATOS&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Para os sindicalistas, o trabalho à distância é um dificultador adicional de suas atividades que, devido aos novos processos em curso na sociedade contemporânea, têm se enfraquecido, conforme atestam a queda do número e da proporção de trabalhadores sindicalizados, bem como o declínio das greves.&lt;br /&gt;São inúmeros os fatores responsáveis por essa situação, as mudanças na estrutura do emprego provocadas pelo avanço tecnológico e a automação é um deles. Com a redução do número de trabalhadores manuais, que sempre apresentaram maior propensão à sindicalização, os sindicatos estão enfrentando um quadro de extrema adversidade, com muitas dificuldades em criar alternativas para essa conjuntura.&lt;br /&gt;Se já é difícil realizar a organização dos trabalhadores a partir dos locais de trabalho, com o teletrabalho o desafio é ainda maior, porque o isolamento dos trabalhadores dificulta sobremaneira as ações sindicais.&lt;br /&gt;Quem sabe a mobilização será feita através de correio eletrônico e o teletrabalhador irá cruzar os braços em sua residência e a reunião se dará em lugar público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Há legislação no Brasil regulamentando o teletrabalho?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Atualmente um projeto de lei está em tramitação, já passou pela Câmara dos Deputados e aguarda análise do Senado Federal. O projeto de lei tem como único fim equiparar o trabalho realizado a distância e aquele realizado no estabelecimento do empregador. Entretanto a CLT não impede o trabalho remoto em domicílio, uma vez que a redação atual do artigo 6º diz que “Não se distingue entre o trabalho realizado no estabelecimento do empregador e o executado no domicílio do empregado, desde que esteja caracterizada a relação de emprego”.&lt;br /&gt;Portanto, se analisada a atual legislação, pode-se observar que há espaço para se incluir legalmente o teletrabalho nas rotinas da empresa, todavia, é importante celebrar um adendo ao contrato de trabalho especificando as novas condições em que os serviços serão prestados, de maneira a dar credibilidade às ações da empresa e estimular o comprometimento do trabalhador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;PORQUE O MODELO NÃO DECOLA MAIS RAPIDAMENTE?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A intelectualização do trabalho que deixa as tarefas repetitivas para as máquinas cria condições ainda mais propícias para esta nova maneira de trabalhar. Os benefícios são óbvios: menor tempo em locomoção e no trânsito, possibilidade de trabalhar em um local agradável e perto da família e horários flexíveis, além de menores custos imobiliários e operacionais para as empresas.&lt;br /&gt;Com todos estes fatores conspirando a favor, por que este modelo não decola mais rapidamente? A história já demonstrou diversas vezes que, quem limita o ritmo da evolução não é a disponibilidade tecnológica, que geralmente está algum tempo adiante das práticas correntes; mas o comportamento humano e sua capacidade de absorver mudanças. E aí está o grande primeiro desafio do trabalho à distância: a dimensão cultural.&lt;br /&gt;Fomos educados para valorizar o trabalho; e existe um paradigma construído em décadas: trabalho acontece na empresa e vida pessoal, fora dela. Quem está trabalhando em casa não se sente trabalhando. Por muitas vezes sente-se envergonhado por estar em casa.&lt;br /&gt;É possível ouvir histórias de pessoas que não conseguem trabalhar de bermuda, ficar sem sapato e no limite precisam colocar sua gravata para reforçar a idéia de que não estão passeando.&lt;br /&gt;Além disso, organizar a convivência pacífica e produtiva com a família não é tarefa fácil. Todos na casa precisam entender que por longas horas a pessoa está cumprindo seu papel profissional, caso contrário as interrupções se tornam constantes e até irritantes.&lt;br /&gt;Mas tudo leva a crer que em algum momento estes hábitos começarão a mudar impelidos pelas novas gerações ávidas por quebrar paradigmas e mais inclinadas às novas tecnologias.&lt;br /&gt;Em tempo. Sempre é bom lembrar de perguntar ao cachorro o que está achando disso tudo.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/542791692054193474-5780026524325176633?l=leonardokurcis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardokurcis.blogspot.com/feeds/5780026524325176633/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=542791692054193474&amp;postID=5780026524325176633' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/542791692054193474/posts/default/5780026524325176633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/542791692054193474/posts/default/5780026524325176633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardokurcis.blogspot.com/2008/10/telepresena-e-teletrabalho.html' title='TELEPRESENÇA E TELETRABALHO'/><author><name>Leonardo Kurcis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16017355268150433185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-542791692054193474.post-5734331572952976355</id><published>2008-05-02T10:43:00.005-03:00</published><updated>2008-05-02T11:14:16.675-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A crise mundial de alimentos'/><title type='text'>A CRISE MUNDIAL DE ALIMENTOS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;SÉCULO 21 SERÁ DE “PENÚRIA ALIMENTAR”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Fonte: Marcelo Ninio&lt;br /&gt;Caderno Dinheiro da “Folha de São Paulo” de 27 de abril de 2008&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O economista Bruno Parmentier, diretor da Escola Superior de Agricultura de Angers, a mais importante do setor na França, diz que é preciso uma revolução para reverter crise mundial que eleva preço dos produtos.&lt;br /&gt;Autor do livro “Nourrir l´humanité” que faz barulho na Europa por dizer que o século 21 será uma era de penúria alimentar, diz que vai ser necessária uma revolução para reverter a atual crise mundial: na agricultura, no comércio, nos hábitos. Parmentier critica as organizações internacionais que passaram anos desestimulando a produção agrícola e os biocombustíveis, mas isenta o álcool do Brasil.&lt;br /&gt;Em entrevista à Folha, defendeu os subsídios aos produtores, disse que foi um "erro histórico" confiar a negociação agrícola à OMC (Organização Mundial do Comércio) e questionou a "contradição" do Brasil, que se torna um grande exportador de alimentos, mas não consegue erradicar a fome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Motivos da penúria alimentar&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Em meu livro, Bruno Parmentier, explica que o século 21 será de penúria alimentar. Por vários motivos. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;O esgotamento dos recursos naturais faz com que a revolução agrícola dos anos 1960, que usa muita terra, água e energia, não possa ser levada adiante num período de escassez. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;A química já deu à agricultura tudo o que podia no século 20, com os fertilizantes, os fungicidas, os inseticidas e os herbicidas. Hoje ela custa muito caro em termos de energia e acabou poluindo o solo e as águas. Em matéria agrícola, o século da química está chegando ao fim e é preciso deslanchar o da biologia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Só em 2007 o aquecimento global e suas conseqüências para a agricultura passaram ao primeiro plano das preocupações globais. Será que a Austrália está vivendo uma sucessão de azares com suas estiagens repetidas, ou terá o fenômeno se tornado definitivo? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;A elevação acelerada do nível de vida em países asiáticos industrializados provocou um enriquecimento dos hábitos alimentares, com a passagem para uma alimentação à base de produtos animais - carne na China e derivados do leite na Índia. A pressão que essas populações exercem sobre os recursos do planeta se acentua rapidamente. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;O problema energético mundial já passou para o primeiro plano de maneira duradoura. Ele afeta a agricultura duplamente: por um lado porque a revolução tecnológica precedente era altamente consumidora de energia. Em segundo, porque se passou a exigir da agricultura que ela preencha os pratos e os tanques dos automóveis. É importante acabar imediatamente com esse erro histórico: não temos cereais e oleaginosas suficientes e queimá-los torna-se um crime. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Destruímos sistematicamente todos os programas de apoio à agricultura produtora de alimentos em todo o mundo. O Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional chegaram a impor esse desengajamento como condição para a concessão de sua ajuda aos países endividados, incentivando-os apenas a produzir culturas industriais que lhes permitiriam obter nos mercados internacionais divisas para saldarem suas dívidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Impacto dos biocombustíveis.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre o impacto dos biocombustíveis nos preços dos alimentos Parmentier diz: até hoje o único impacto real e comprovado é o dos biocombustíveis norte-americanos à base de milho, que desde o início de 2007 provocaram um verdadeiro choque no México, quando o preço da tortilha teve um aumento de 50%. Mas, se continuarmos com essa política insensata de queimar cereais ou oleaginosos em nossos motores, esse erro inicial dos agrocombustíveis de primeira geração vai de fato converter-se em crime.&lt;br /&gt;Em relação ao álcool produzido no Brasil existe uma diferença essencial: os brasileiros já estão de certo modo nos biocombustíveis de segunda geração, ou seja, feitos a partir da planta inteira, a biomassa - não a partir do grão. Parece que vocês estão indicando o caminho a seguir, e, é claro, sua produtividade é bem melhor que a nossa. Em contrapartida, observo que o Brasil, grande país agrícola, fortemente exportador, não consegue alimentar corretamente sua própria população.&lt;br /&gt;O Brasil terá que resolver essa contradição: alimenta países muito distantes, enche muitos tanques de combustível, mas ainda há milhões de brasileiros que têm fome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Assembléia de comerciantes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato de a responsabilidade pela agricultura e a alimentação mundial ter sido tirada da FAO (Organização da ONU para Alimentação e Agricultura) para ser confiada a uma assembléia de comerciantes, a OMC, é um erro histórico. Esta crise nos permite ver muito bem que os comerciantes são totalmente incapazes de resolver o problema da fome no mundo. Acreditar que comerciantes vão levar aos povoados no fim do mundo produtos agrícolas que pesam muito, que apodrecem facilmente, para dá-los a pessoas que não têm dinheiro, é uma fraude intelectual.&lt;br /&gt;Não se pode alimentar a humanidade com os excedentes de produção de alguns países. Se o Brasil pode alimentar 50, 100 ou 150 milhões de pessoas além de sua própria população, tanto melhor - é um serviço verdadeiro que prestará à humanidade, e será bom para ele, que, de passagem, se enriquecerá. Mas estamos falando hoje em 850 milhões de pessoas que passam fome, e muito provavelmente de outros 50, 100 ou 150 milhões a mais até o final de 2008, sendo que a população mundial aumenta em 80 milhões de pessoas a cada ano.&lt;br /&gt;Não compreendo como pessoas que raciocinam possam imaginar que esse comércio vá evitar as revoltas provocadas pela fome. Vejam o primeiro reflexo da ação dos grandes países exportadores de arroz que fecharam suas fronteiras e proibiram as exportações, para garantir a alimentação de suas próprias populações. No século 21, depender de outros países para se alimentar é fazer uma aposta num futuro extremamente perigoso.&lt;br /&gt;É preciso reavaliar por completo a organização da agricultura mundial. Não há nada mais urgente que fechar as fronteiras, e organizar, nos países que têm fome, a mesma política que deu certo nos grandes países povoados que conseguiram se alimentar, como Estados Unidos, Europa e China: fechar as fronteiras para proteger sua agricultura e dar apoio maciço a seu desenvolvimento. Mas isso não deve preocupar o Brasil: ele ainda terá por muito tempo compradores para seus produtos, pois vamos viver um período prolongado de penúria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A questão dos subsídios&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não creio que as subvenções agrícolas realmente causem a insegurança alimentar. O problema é que apenas os países ricos têm condições de pagar uma verdadeira segurança alimentar. Mas pensar que os países mais pobres conseguirão exportar sua produção agrícola à Europa e aos Estados Unidos se todas as fronteiras forem abertas me parece um engodo intelectual: eles não têm excedentes, e, quando produzem, sua produtividade é muito menor. A solução é exatamente o inverso: é preciso generalizar a proteção da agricultura produtora de alimentos e a subvenção a essa agricultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mudança nos hábitos alimentares&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É urgente acelerar o processo de transição alimentar. Dos 6,7 bilhões de habitantes do planeta, 887 milhões são subnutridos e 1,1 bilhão têm excesso de peso. Isso faz sentido? É preciso que os ricos comam menos carne e açúcar, mas também que centenas de milhões de pobres possam comer carne e açúcar de vez em quando.&lt;br /&gt;Mas, além dessa mudança de hábitos alimentares, é preciso parar de desperdiçar. Como é possível que cause alegria em seu país, por exemplo, a abertura de restaurantes em que se paga um preço fixo ao entrar e a comida é ilimitada? Isso é provavelmente algo que tem suas raízes na cultura brasileira, mas que não corresponde de modo algum às exigências e aos desafios do século 21.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#006600;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;PRODUÇÃO ATUAL DE ALIMENTOS DÁ E SOBRA PARA A HUMANIDADE INTEIRA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Fonte: Reinaldo José Lopes – Do G1&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Simples mudança na eficiência agropecuária poderia aumentar produtividade várias vezes. Área utilizada para plantio e criação não cresceu nas últimas décadas, revelam dados.&lt;br /&gt;O que eu posso garantir é que, com a área agrícola disponível hoje no planeta, sem abrir nenhum hectare novo de lavoura ou pasto, dá e sobra para alimentar a população mundial. E digo que ainda sobra um bocado de área para produzir biocombustíveis", resume Luis Fernando Laranja da Fonseca, coordenador do Programa de Agricultura e Meio Ambiente da ONG WWF - Brasil.&lt;br /&gt;"Conforme a população mundial foi crescendo, até chegar a cerca de 3 bilhões [nos anos 1960], a área agrícola do mundo aumentou na mesma proporção", conta o britânico Stuart Pimm, biólogo da Universidade Duke, nos Estados Unidos. "No entanto, quando a população dobrou e chegou a 6 bilhões, a área usada para agricultura e pecuária ficou mais ou menos inalterada, no nível que tinha alcançado quando havia 3 bilhões de pessoas no mundo, ou seja, cerca de 15 milhões de quilômetros quadrados."&lt;br /&gt;Para ser mais exato, diz Fonseca, em 1965 a relação entre terra produzindo comida e seres humanos consumindo essa comida era de 1,3 hectare agrícola por pessoa, enquanto hoje essa relação caiu para 0,7 hectare. Além disso, o consumo de calorias por cabeça também cresceu - de menos de 2.400 kcal por dia para quase 3.000 kcal diárias no mesmo período. O aumento da eficiência agropecuária, portanto, é indiscutível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#006600;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;BRASIL PODE DUPLICAR ÁREA DE PLANTIO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Fonte: Márcia De Chiara&lt;br /&gt;Caderno de economia do “O Estado de São Paulo”, de 27 de abril de 2008&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Roberto Rodrigues ex-ministro da Agricultura afirma que o Brasil é hoje o único país que tem potencial para resolver no curto prazo a crise mundial de alimentos. O País pode incorporar aos 47 milhões de hectares usados para produzir comida 50 milhões de hectares de pastagens subaproveitadas e com aptidão para agricultura de grãos.&lt;br /&gt;Com isso, é possível dobrar a área com grãos e ampliar em duas vezes e meia o volume da safra de alimentos, atingindo 350 milhões de toneladas de grãos, sem derrubar uma única árvore. Nessa conta, ele considera o crescimento da safra não apenas pela expansão da área, mas também pelo aumento da produtividade, que, na média das lavouras brasileiras, é baixa.&lt;br /&gt;Além dos grãos, o ex-ministro, observa que o País pode multiplicar por sete a área plantada com cana-de-açúcar para produção de etanol sem afetar a produção de comida. Nas suas contas, há 22 milhões de hectares ocupados com pastagens degradadas que são boas para cana-de-açúcar e podem ser aproveitadas.&lt;br /&gt;O superintendente técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, Ricardo Cotta, faz um alerta semelhante ao do ex-ministro. “O único país que tem condições de encarar a crise de alimentos como uma grande oportunidade é o Brasil”.&lt;br /&gt;Há, entretanto, gargalos segundo diz Ricardo Cotta. O primeiro é a falta de infra-estrutura. Hoje é impossível aumentar em 10 milhões de toneladas a produção sem enfrentar problemas nos portos, rodovias e ferrovias, quanto mais em triplicar a safra. O governo deve atrair o capital privado para obras de infra-estrutura com regras claras.&lt;br /&gt;O segundo ponto que segura o avanço da safra de grãos é a falta de financiamento ao produtor.&lt;br /&gt;Outra barreira significativa e o custo de fertilizantes e de defensivos. Três empresas dominam o mercado de adubos. Coma alta do preço do petróleo e da concentração do setor, os fertilizantes subiram em um ano entre 80% e 90%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;CRISE AGRÍCOLA GERA OPORTUNIDADE AO PAÍS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Fonte: Mauro Zafalon&lt;br /&gt;Caderno Dinheiro da “Folha de São Paulo”, de 27 de abril de 2008&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Demanda por alimentos de um lado e biocombustíveis de outro levaram, aos poucos, os estoques mundiais para níveis perigosos neste momento.&lt;br /&gt;Os EUA, por exemplo, líderes mundiais em produção de milho, mas que adotaram o produto como energia alternativa, chegam ao final do ano-safra 2008/9 com estoques suficientes para apenas mais 14 dias. O de soja será de apenas 34 dias.&lt;br /&gt;Oferta aquecida, demanda apertada e estoques baixos foram o estopim para uma aceleração nos preços, incrementada ainda mais pelos fundos de investimentos, que também escolheram as commodities agrícolas para investir.&lt;br /&gt;Com esse cenário, a menos que haja uma redução muito forte no ritmo da economia mundial, a demanda por alimentos vai continuar forte e, nos patamares atuais de produção, a reposição dos estoques demora alguns anos.&lt;br /&gt;Países como Japão e China, grandes importadores de alimentos e com muito dinheiro em caixa, provavelmente vão pensar em abastecimento de produtos básicos com uma visão de mais longo prazo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Alto custo&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Aí entram as oportunidades do Brasil. O país elevou em muito a produtividade nos últimos anos, mas ainda patina no processo de produção devido a elevados custos e baixo poder financeiro dos produtores.&lt;br /&gt;Governo, cooperativas e câmaras de comércio deveriam buscar acordos internacionais de longo prazo com esses países carentes em alimentos e torná-los responsáveis pela comida que consomem, do plantio à produção final.&lt;br /&gt;O Japão, por exemplo, um dos grandes importadores mundiais de alimentos, empresta dinheiro a um juro próximo de 0,5% ao ano no mercado financeiro mundial. Com uma taxa semelhante, os agricultores brasileiros diminuiriam em muito os custos, elevariam a rentabilidade e estariam dispostos a investir ainda mais na agropecuária.&lt;br /&gt;Os contratos de produção com esses países poderiam contemplar, ainda, uma garantia de seguros de produção, um dos gargalos dos brasileiros no momento. Os contratos poderiam ser de longo prazo, de cinco a dez anos, o que garantiria abastecimento aos importadores e investimentos por aqui na produção. Quanto aos preços finais dos produtos, seriam ajustados conforme valores vigentes no mercado internacional de cada período.&lt;br /&gt;Outra grande oportunidade para o Brasil neste momento é a agregação de valores. O Brasil deveria pensar em uma estratégia de longo prazo para elevar a industrialização, diminuindo as vendas externas de matérias-primas, com menor valor. Isso significa romper algumas barreiras impostas por muitos países importadores. E este é o melhor momento porque eles precisam de alimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mudanças tarifárias&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, para isso, o país precisa de mudanças tarifárias internas. A passagem de matérias-primas de um Estado para outro pode tornar a industrialização inviável devido à diferença de impostos interestaduais.&lt;br /&gt;No caminho inverso, o adubo importado pode chegar a Mato Grosso sem pagar impostos, mas, se sair de misturadoras brasileiras, é tributado, elevando o custo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;BRASIL AGRÍCOLA INCOMODA O MUNDO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Fonte: Alberto Tamer&lt;br /&gt;Caderno de economia do “O Estado de São Paulo”, de 27 de abril de 2008&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Estão com medo do Brasil.&lt;/span&gt; Com a magnífica expansão da nossa agricultura, das fontes de energia, como o petróleo e o etanol, estamos incomodando o mundo, nos transformando em fortes competidores dos mais ricos e poderosos, e eles não estão gostando..pois que não gostem!&lt;br /&gt;Graças a uma série de fatores favoráveis e alguma dose de bom senso em Brasília, estamos roubando espaço de outros países: Europa e Estados Unidos. Estamos passando a liderar na área de commodities agrícolas, minerais e energia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Foi a agricultura, sim.&lt;/span&gt; E tudo isso se iniciou com o magnífico milagre da agricultura e da agroindústria brasileira, que hoje sustentam a economia. Exagero? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Pedro Camargo Neto, presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína, prova à coluna de Alberto Tamer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil é o primeiro exportador de café, açúcar, etanol, suco de laranja, tabaco, complexo de soja, carne bovina e carne de frango. O suco de laranja representa 82% do mercado mundial e o açúcar 41%. A fonte é o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. Insuspeita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil é o maior produtor mundial de açúcar, café suco de laranja e o segundo de álcool, tabaco, complexo de soja, carnes bovinas e de frango e o terceiro de milho e carne suína.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Safra dobrou. “Nos últimos dez anos, a safra agrícola simplesmente dobrou para 140,7 milhões de toneladas de grãos, principalmente graças ao aumento da produtividade de 2,18 para 3 kg por hectare. O agronegócio representa 27,85 % do Produto Interno Bruto nacional. O saldo comercial do setor no ano passado foi de quase US$ 50 bilhões”, acrescenta Camargo Neto.&lt;br /&gt;Sem ele, estaríamos imersos num déficit, delicadíssimo na atual crise financeira que exige grandes reservas cambiais e independência financeira do exterior.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Tem mais.&lt;/span&gt; Pedro Camargo Neto alinhava mais dados para mostrar nova imagem da agricultura brasileira no mundo: em 1997, o Brasil representava apenas 0,01% das exportações mundiais de milho, hoje somos 9,4%. Em carne suína a participação saltou de 2,82% para 14,17%.&lt;br /&gt;O Brasil tem tudo, absolutamente tudo, para duplicar de novo, triplicar a produção agrícola, abastecer tranqüilamente o mercado interno – fato importantíssimo, no momento – e atender ao crescimento da demanda mundial. Na verdade, é um país único no mundo. A nossa evolução tecnológica está impressionando os outros, que buscam aqui lições da nossa experiência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;CRISE ESVAZIA DEBATE IDEOLÓGICO SOBRE MODELO IDEAL DO AGRONEGÓCIO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Fonte: João Domingos&lt;br /&gt;Caderno de economia do “O Estado de São Paulo”, de 27 de abril de 2008&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela segurança alimentar do País, num momento de crise mundial de aumento de preços e escassez na oferta de alimentos, e pela garantida de excedentes de grãos para a exportação, o governo decidiu abandonar o discursos ideológico sobre a pequena e grande propriedade, da agricultura familiar ou empresarial.&lt;br /&gt;O ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, de esquerda, defensor da agricultura familiar diz: “O discurso ideológico perde completamente o sentido quando o interesse geral de todos é a segurança alimentar. Temos é produzir alimentos para o consumo interno e aumentar a produção destinada à exportação”.&lt;br /&gt;O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, de centro, que cuida dos interesses da agricultura empresarial e tem como responsabilidade o controle sanitário e o combate à febre aftosa e a outras doenças, medidas necessárias para a política de exportação do País, diz: “Não faço distinção entre pequena, média e grande propriedade. O agronegócio é de todos. Na batalha pela segurança alimentar, técnicos nossos e do Desenvolvimento Agrário trabalham em conjunto para melhorar as condições de produção. Isso é o que interessa”.&lt;br /&gt;O governo tem dois ministérios para cuidar da questão agrícola – o do Desenvolvimento Agrário para os 4.200.000 agricultores familiares, e o da Agricultura para todo o restante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;OFERTA E DEMANDA DAS PRICIPAIS LAVOURAS BRASILEIRAS&lt;br /&gt;NA SAFRA 2007/2008&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#ffffff;"&gt;................................&lt;/span&gt;Produção / Importação&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;..................................&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Em mil toneladas)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Arroz em casca&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;....&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;11.955&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;............&lt;/span&gt;900&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Feijão&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...................&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;3.437&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;..............&lt;/span&gt;70&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Milho&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;..................&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;56.233&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.............&lt;/span&gt;600&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Soja em grão&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.......&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;59.988&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;............&lt;/span&gt;100&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Farelo de soja&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;......&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;24.717&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.............&lt;/span&gt;10&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Trigo&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;....................&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;3.824&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;..........&lt;/span&gt;6.525&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Algodão pluma&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;......&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;1.558&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.............&lt;/span&gt;60&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Fonte: Conab&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;O trigo é crítico do ponto de vista do abastecimento nos próximos meses, segundo o analista da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Paulo Morceli.&lt;br /&gt;O País é dependente do trigo importado, cerca de 70% do consumo é comprado no exterior, especialmente da Argentina. Mas, a Argentina não está vendendo o grão para o Brasil porque decidiu reter as exportações de trigo para controlar a inflação. A alternativa é comprar o produto dos EUA, Canadá e Ucrânia. Alem da maior despesa com frete há 10% de tarifa por serem paises fora do bloco Mercosul. A quebra de safras contribui também para o aumento de preços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;LULA VAI DAR MAIS CRÉDITO À PRODUÇÃO DE ALIMENTOS&lt;br /&gt;AVALIAÇÃO É DE QUE CONSUMO ESTÁ EM EXPANSÃO E AGRONEGÓCIO VAI CRESCER&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Fonte: Tânia Monteiro&lt;br /&gt;Caderno de economia do “O Estado de São Paulo”, de 27 de abril de 2008&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O governo já tem uma estratégia de curto prazo para enfrentar a crise mundial dos alimentos: vai estabelecer incentivos, inclusive de crédito, para que os agricultores não escolham o que plantar só a reboque da “onda do preço bom”, e vai transformar Luiz Inácio Lula da Silva numa espécie de ideólogo do “Brasil, celeiro do mundo”. Lula discursará cada vez mais para convencer os grandes e pequenos agricultores de que vale a pena apostar na produção de alimentos para consumo interno e para exportar. Também vai reforçar a idéia de que seu governo não duvida que “agricultura e indústria têm de caminhar lado a lado”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;ALTA NO PREÇO DO ADUBO NINGUÉM VÊ, DIZ PRODUTOR&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Fonte: José Maria Tomazela&lt;br /&gt;Caderno de economia do “O Estado de São Paulo”, de 27 de abril de 2008&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Com o rosto castigado pelo sol, o agricultor Nivaldo Bressiani não gosta de ser apontado como culpado pela alta nos preços dos alimentos. À frente de cerca de 30 trabalhadores rurais na colheita de milho, em Porto Feliz, região de Sorocaba, ele apontou outro vilão: o adubo.&lt;br /&gt;Ele conta que, para semear o milho que está colhendo comprou adubo a R$ 1.620 a tonelada, tinha comprado a R$ 870, quase a metade do preço. Como o valor do insumo sempre esteve atrelado ao dólar, ele não entende porque tamanha alta se, no mesmo período, a moeda americana só desvalorizou. As sementes também subiram 30%, diz ele. Os preços dos fungicidas e outros defensivos ficaram praticamente estáveis, enquanto a mão-de-obra subiu entre 6 e 7%.&lt;br /&gt;Bressiane está colhendo 1.800 toneladas. Pretende vender 70% e reservar o restante para alimentar o gado. O preço é de R$ 25 a saca de 60 quilos para o produtor, com lucro de quase 50%. Ele lembra que, na safra anterior vendeu a R$ 10,50 a saca e teve prejuízo. “Estou praticamente recuperando o que perdi”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;ARROZEIROS GAÚCHOS PEDEM ESTABILIDADE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Fonte: Elder Ogliari&lt;br /&gt;Caderno de economia do “O Estado de São Paulo”, de 27 de abril de 2008&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Responsáveis por cerca de 55% da produção nacional de arroz, os agricultores gaúchos se dividem entre os irritados, os preocupados e os conformados com a perspectiva de o governo federal suspender a exportação do grão para evitar a explosão do preço no mercado interno.&lt;br /&gt;O presidente da Associação dos Arrozeiros de Bagé, Ricardo Zago, diz; “nos últimos três anos, por incapacidade, o governo deixou o produtor quebrar e agora vai errar de novo se trancar exportações em vez de estimular a produção”. O discurso de Zago pode ser explicado pelas agruras recentes. De 2004 a 2007, os arrozeiros gaúchos trabalharam no vermelho, gastando a média de R$ 26,50 para produzir sacas de 50 quilos, vendidas a R$ 21, em média.&lt;br /&gt;Em Santana do Livramento, na fronteira com o Uruguai, o produtor Elíbio Orlando Bessow admite que precisa de uma safra bem cotada, com valores acima de R$ 30 a saca para respirar aliviado. Ele ainda tem de pagar dívidas contraídas há quatro anos, que o levaram a uma crise de hipertensão quando os preços afundaram, em 2005.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;AGRICULTURA FAMILIAR&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Fonte: Evandro Fadel&lt;br /&gt;Caderno de economia do “O Estado de São Paulo”, de 27 de abril de 2008&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O agricultor Eduardo Rugiski, de 61 anos, nasceu ali e nunca deixou a chácara de 9 hectares no município do Campo Magro, na região metropolitana de Curitiba. Casado com Bronislava, de 60 anos, teve cinco filhos e hoje embala duas netas. Da terra própria tirou e continua tirando boa parte da sobrevivência da família. “Foi tudo feito no cabo da enxada”, exulta Eduardo. Os filhos têm outros empregos, mas nenhum abandonou a lavoura.&lt;br /&gt;Segundo a mãe, a terra é o elo que mantêm todos eles unidos, morando no mesmo local. Além dos 9 hectares, os filhos alugam áreas vizinhas para ampliar a produção. Atualmente, a maior parte está coberta pelo milho, utilizado para alimentar os animais e complementar a renda. Eles também plantam feijão, para consumo próprio e venda. E desistiram do arroz pela falta de tempo para se dedicar à cultura. Perto de casa, uma horta garante verduras e legumes para consumo, e ainda sobra para vender a um mercado.&lt;br /&gt;A responsabilidade pela horta é do filho Teodoro, de 39 anos, que, agora, com o pai e a mãe, está terminando um curso sobre a qualidade do meio rural. Ele salienta que “A propriedade precisa ser uma empresa organizada”. Segundo ele, auxílio governamental para produzir nunca faltou, “Principalmente para a agricultura familiar”. No entanto, eles têm optado por evitar financiamentos.&lt;br /&gt;Também para consumo próprio, o pomar fica recheado com laranja, tangerina, uva e caqui. Até vassoura é plantada na propriedade. Para complementar a renda Bronislava, conhecida como vovó Bruna, montou uma casa de café colonial. Os produtos são feitos por ela.&lt;br /&gt;Eles quase foram à falência na grande geada de 1975. Toda a batata plantada se perdeu. Para pagar o financiamento bancário, desfizeram de muita coisa, entre elas o Aero Willys, ainda hoje lembrado com saudade. “Foi uma época difícil e chegamos a pensar em vender tudo”, diz vovó Bruna.&lt;br /&gt;Trabalhando desde os 6 anos em lavouras, ela não consegue se ver em outra atividade que a obrigue a morar na cidade.&lt;br /&gt;“Na roça, a vida é muito tranqüila, apesar de muito difícil”.&lt;br /&gt;No pasto, um cavalo curte a aposentadoria depois de ter puxado muito arado. Hoje, um trator ajuda nas atividades.&lt;br /&gt;Ao lado três bois pastam, “não compramos carne”, acentua vovó Bruna.&lt;br /&gt;Dezenas de galinhas ciscam no quintal, enquanto porcos engordam para fornecer a banha usada no dia-a-dia. “Aqui toda a alimentação é pura”, arremata.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/542791692054193474-5734331572952976355?l=leonardokurcis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardokurcis.blogspot.com/feeds/5734331572952976355/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=542791692054193474&amp;postID=5734331572952976355' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/542791692054193474/posts/default/5734331572952976355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/542791692054193474/posts/default/5734331572952976355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardokurcis.blogspot.com/2008/05/crise-mundial-de-alimentos.html' title='A CRISE MUNDIAL DE ALIMENTOS'/><author><name>Leonardo Kurcis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16017355268150433185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-542791692054193474.post-7905325133233526185</id><published>2008-04-22T14:56:00.006-03:00</published><updated>2008-04-23T13:16:34.359-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Biocombustíveis alimentos e meio ambiente'/><title type='text'>BIOCOMBUSTÍVEIS, ALIMENTOS E MEIO AMBIENTE</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#006600;"&gt;Nas últimas semanas a ONU (Organização das Nações Unidas), BIRD (Banco Mundial) e o FMI (Fundo Monetário Internacional) chamaram atenção para a gravidade do problema referente à alta dos preços dos alimentos, cerca de 57%.&lt;br /&gt;Nos últimos 12 meses foram registrados os seguintes aumentos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Milho – 31%&lt;br /&gt;· Arroz – 74%&lt;br /&gt;· Soja – 87%&lt;br /&gt;· Trigo – 130%&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volta a idéia de um mundo diante do fantasma da fome que amedronta a humanidade desde que o economista Thomas Malthus previu no século XVIII que no futuro não haveria comida em quantidade suficiente para todos. Dizia que o crescimento da população se daria em ritmo muito superior ao do aumento de produção de alimentos. Essa previsão não se concretizou graças à extraordinária contribuição da tecnologia que possibilitou aumentar a produtividade na obtenção de alimentos.&lt;br /&gt;O Banco Mundial previu que 100 milhões de pessoas poderão ficar abaixo da linha que separa a pobreza da miséria absoluta.&lt;br /&gt;Diversas razões são consideradas para explicar o grande aumento no preço dos alimentos nos últimos 12 meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Aumento do consumo –&lt;/span&gt; A economia mundial cresceu 20% nos últimos 4 anos, aumentando o consumo de alimentos em paises emergentes como China, Índia, e Brasil onde vivem mais de 20% da população mundial. O crescimento da renda dos trabalhadores nesses paises fez com que mudassem seus hábitos de consumo. Trocaram carboidratos por mais proteínas, carne, leite e queijos. Para produzir 1 quilocaloria de carne são necessários de 8 a 10 quilocalorias de vegetais que é quanto o gado precisa comer para engordar.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Petróleo –&lt;/span&gt; O preço do barril de petróleo aumentou 110% desde o início de 2007, o que elevou o preço dos transportes, dos fertilizantes e defensivos agrícolas.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Clima e doenças –&lt;/span&gt; Secas, enchentes, pragas e doenças nos rebanhos provocaram quebras de safra graves na China, na Europa e na Austrália, reduzindo a oferta de alimentos.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Biocombustíveis –&lt;/span&gt; O incentivo do governo americano aos produtores de etanol de milho fez aumentar a cotação do grão e estimulou agricultores de soja e trigo a migrar para a produção de milho.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Urbanização –&lt;/span&gt; A população está se tornando mais urbana e deixa de produzir seu próprio alimento para comprá-lo no supermercado.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Commodities –&lt;/span&gt; A cotação do dólar caiu 37 % nos últimos 6 anos, provocando fuga de investidores para os fundos de commodities de alimentos. Há grande especulação com as commodities como ocorre com o café.&lt;br /&gt;a) O volume de transações de café no mercado de commodities é cerca de 20 vezes o total produzido. O mesmo deve ocorrer com soja e milho.&lt;br /&gt;b) Os investidores se apegam às commodities agrícolas pela desvalorização dos ativos financeiros em decorrência da crise de crédito e pela queda do dólar.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#006600;"&gt;c) Por outro lado os agricultores preferem reter suas safras à espera de melhores preços.&lt;br /&gt;Dessas cinco causas podem ser consideradas definitivas: o aumento de consumo, o preço de petróleo e a urbanização. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#006600;"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#006600;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"Crime contra a humanidade" será?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#006600;"&gt;&lt;br /&gt;O assunto ganhou destaque no Brasil porque o representante da ONU para o direito à alimentação, Jean Ziegler, declarou que a culpa da fome mundial é dos biocombustíveis. Trata-se de um “crime contra a humanidade” disse Ziegler. Como o etanol é uma prioridade do governo brasileiro, o presidente Lula reagiu. Acusou Ziegler de não conhecer a realidade brasileira, o que é verdade.&lt;br /&gt;Apesar de tantos fatores a empurrar para cima o preço dos alimentos, é preciso dizer que as notícias não são exatamente ruins quando se pensa no futuro da humanidade. “ Em alguns paises, produzem-se alimentos suficientes para toda a população nacional e para exportação. Então a questão não é o tamanho da população, mas a tecnologia que está sendo usada e o investimento que está sendo feito”, disse o diretor-geral da FAO, Jaques Diouf.&lt;br /&gt;As previsões catastróficas desprezam o fato de que os avanços da tecnologia agrícola poderão prover grandes aumentos de produtividade nos próximos anos. E que as nações ricas poderão eliminar barreiras e subsídios que sufocam a produção nos países pobres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Perdas inaceitáveis&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Esses senhores da ONU, Banco Mundial e FMI e os governos em geral poderiam ajudar com a redução das perdas de alimentos que ocorre nos processos de armazenagem e transporte. De 40 a 60% da produção mundial de alimento é perdida pela falta de armazéns e de transportes adequados. Poderiam, também, expiar na lata de lixo das pessoas para constatar outra importante perda de alimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;As perdas brasileiras&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De 30 a 40% de todos os alimentos produzidos no país vão parar no lixo. Em países desenvolvidos, esse índice não chega aos 10%. Aqui, são toneladas e mais toneladas de comida perdidas diariamente. Boa parte do desperdício ocorre logo na colheita e no transporte, mas os consumidores também têm sua parcela de responsabilidade. O brasileiro – pasme! – joga fora mais comida do que a que de fato leva à mesa. Um estudo da Embrapa mostra que só em hortaliças, por exemplo, o total de perda a cada ano é de 37 quilos por habitante, enquanto a ingestão desses vegetais não passa dos 35 quilos no mesmo período. Toda essa comida desperdiçada equivale a 12 bilhões de reais que o país despeja nas lixeiras a cada ano. Para se ter uma idéia, isso é quase metade do orçamento do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome ou 24 vezes o da Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. Estamos, literalmente, botando dinheiro e saúde no lixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O uso das terras brasileiras&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A área total do Brasil é de 850 milhões de hectares ou 8,5 milhões de quilômetros quadrados, correspondentes a:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amazônia, Pantanal e&lt;br /&gt;Áreas de preservação = 503 milhões de hectares 59%&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terras aráveis = 347 milhões de hectares 41%&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;As terras aráveis&lt;/span&gt; correspondem a:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terras livres = 65 milhões de hectares 19%&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terras usadas = 282 milhões de hectares 81%&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;As terras utilizadas&lt;/span&gt; correspondem a:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pastos = 211 milhões de hectares 75 %&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lavoura = 63 milhões de hectares 22 %&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Canaviais = 8 milhões de hectares 3 %&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Uso da terra por tipo de cultura&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;% da lavoura&lt;br /&gt;Soja 33%&lt;br /&gt;Milho 24%&lt;br /&gt;Cana 13%&lt;br /&gt;Feijão 6%&lt;br /&gt;Arroz 5%&lt;br /&gt;Trigo 3%&lt;br /&gt;Algodão 2%&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Crescimento do cultivo de cana&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cultivo de cana aumentou em 653.700 hectares na comparação com a safra anterior. Esse aumento se deu da seguinte forma:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;65% pela ocupação de áreas de pastagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;22% pela ocupação de áreas de grãos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses números constam de estudo realizado pela CONAB – Companhia Nacional de Abastecimento. Vale destacar algumas conclusões do estudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) Dos 653.700 hectares adicionados ao plantio da cana 140.000 eram ocupados no plantio de grãos, ou 0,4% da área ocupada. A safra 2006/2007 de grãos cresceu 6,8%. Para isso expandiu apenas em 1,1% na área plantada. O crescimento se dá em função do aumento da produtividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) O avanço na área de pastagem não implicou na redução da produção de carne. Os produtores estão usando técnicas de confinamento, assim reduzem a área e produzem mais ou a mesma coisa. Com isso desaparece o argumento que a cana obriga a pecuária avançar sobre a floresta amazônica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pastos ocupam 211 milhões de hectares de terras agricultáveis em todo o país. É mais do que o dobro da área dedicada ao cultivo de alimentos: 60 milhões de hectares. São eles o principal agente do desmatamento do cerrado e da Amazônia.&lt;br /&gt;No zoneamento da cana que está em elaboração no governo, será dada prioridade ao plantio em áreas de pastos. Ainda assim, a instalação de usinas segue padrões de proteção ambiental.&lt;br /&gt;Segundo o estudo, mais da metade da expansão do cultivo da cana da safra 2007/2008 ocorreu no Estado de São Paulo. O Estado responde por 54% das novas áreas plantadas. Mas as maiores taxas de crescimento foram encontradas em Minas Gerias, Goiás e Mato Grosso. Esses três Estados são as novas fronteiras da cana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Rotação na cultura de cana&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A produção de cana permite cinco cortes consecutivos – um a cada ano -. Para preservar a produtividade da terra convém utilizar a terra para outro tipo de cultura a cada cinco anos. Observado esse cuidado haverá sempre 1/5 das terras canavieiras com outro tipo de cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Selo do Inmetro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Inmetro – Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial deve acelerar a certificação do etanol brasileiro. Vai assegurar ao importador que o etanol foi produzido sem trabalho escravo e sem prejuízos ao meio ambiente. Assim são esvaziados dois dos principais problemas identificados pelos críticos dos biocombustíveis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Zoneamento da produção de cana&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em junho ou julho, deverá ficar pronto o zoneamento da produção de cana, segundo informa o ministro da agricultura. O trabalho visa dizer onde é possível plantá-la, onde o governo quer que seja cultivada e onde será barrada a entrada dos canaviais.&lt;br /&gt;A Bacia Amazônica e o Pantanal serão preservados do avanço da cana, numa sinalização importante aos ambientalistas. A prioridade será em áreas de pastagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Críticas&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O governo identificou, até agora, cinco grupos de críticas aos biocombustíveis:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) que não reduzem a emissão de gases que provocam o efeito estufa;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) que causam desmatamento;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c) que a produção envolve um consumo elevado de petróleo;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;d) que é utilizado trabalho escravo;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e) que roubam a terra que produziria alimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo não concorda com nenhuma dessas críticas, embora admita casos isolados de trabalho degradante, contra a lei. Na maior parte, as críticas se aplicam ao etanol de milho, produzido nos Estados Unidos. Mas admitem fontes do governo, o etanol brasileiro produzido a partir da cana “apanha junto”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;De salvador do planeta a vilão&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;De salvador do planeta a vilão do aquecimento global e da alta dos preços dos alimentos. A percepção sobre os biocombustíveis no exterior mudou radicalmente, o que põe na berlinda o etanol brasileiro, uma das áreas mais promissoras do País.&lt;br /&gt;Na Europa, predomina agora a visão de que os biocombustíveis pioram a situação do meio ambiente. A devastação de florestas para o cultivo das matérias-primas e a elevada quantidade de energia envolvida no processo de produção são os argumentos ambientais mais utilizados. Os biocombustíveis aparecem como vilões na alta dos preços dos alimentos.&lt;br /&gt;O tema dominou a última reunião do G-7 (sete paises mais ricos do mundo), deixando até mesmo em segundo plano a atual crise de crédito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Revisão das metas da União Européia&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Em 2007 a União Européia se comprometeu adicionar 10% de biocombustíveis na gasolina até 2020. Hoje o percentual é de 2%.&lt;br /&gt;Um ano depois surgem sinais de mudança a partir dos discursos das autoridades locais. Paises como a Alemanha, França e Reino Unido já decidiram eliminar os subsídios dos biocombustíveis, como forma de desestimular a produção na região, usando as dúvidas sobre sua eficácia ambiental.&lt;br /&gt;Sob pressão da indústria automobilística, a Alemanha desistiu de adotar combustível formado por 90% de gasolina e o restante de etanol, a partir do ano que vem.&lt;br /&gt;O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, surge como uma das principais vozes contra a iniciativa ao defender que o assunto seja debatido na reunião do G-8, a ser realizada em julho, no Japão.&lt;br /&gt;O Greenpeace também fez campanha para que o início da adição na Europa fosse adiado. Apresenta como argumento a destruição das florestas e o aumento do preço dos alimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O erro é produzir etanol de milho, beterraba e colza&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O etanol produzido com a cana-de-açúcar não diminui a oferta de alimentos. O mesmo não ocorre com a opção dos EUA que usa o milho para esse propósito. Há menor oferta para consumo humano e para a produção de ração. Estimulou agricultores de soja e trigo a migrar para a produção de milho.&lt;br /&gt;Na Europa o etanol é produzido com uso da beterraba e da colza que pode produzir impacto na produção de açúcar e de óleo comestível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Defesa – O etanol passou a incomodar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Miguel Jorge – ministro do desenvolvimento, indústria e comércio exterior – diz que o produto brasileiro é vítima de campanha lançada por agricultores europeus e por ONGs financiadas por petroleiras.&lt;br /&gt;O crescimento do etanol no mercado internacional lançou Brasil e União Européia em uma batalha comercial. Pressionados pela perspectiva de abrir seu mercado com a conclusão da Rodada Doha e pela decisão do bloco de adicionar 10% de biocombustíveis até 2020, os agricultores europeus lançaram uma campanha contra o produto brasileiro. Querem mais proteção e subsídios. Os ataques são engrossados por ONGs financiadas por petroleiras&lt;br /&gt;O Brasil sofre derrotas na comunicação. Por outro lado, no mundo dos negócios surgem investimentos de bilhões de dólares e a lista de países que começam a utilizar biocombustíveis está aumentando. Os EUA têm programa, o Japão vai misturar etanol, a Noruega tirou as tarifas sobre o etanol, na Suécia os ônibus de Estocolmo rodam com biocombustíveis. Percebe-se que o produto está se tornando internacional. É um primeiro passo para se tornar uma commoditie.&lt;br /&gt;O governo brasileiro poderá defender o etanol brasileiro em uma conferência internacional, sobre o tema, a ser realizada em novembro em São Paulo. E em maio, Lula irá defender os biocombustíveis, na Europa em Roma, na reunião da FAO – Organização para a Agricultura e Alimentação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ban Ki-Moon diz que Brasil é um bom exemplo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meio a um tiroteio de opiniões sobre o impacto do etanol nos preços dos alimentos, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, saiu em defesa dos biocombustíveis e disse apoiar sua expansão. Afirmou que seria injusto culpar o etanol pelas altas dos preços das commodities. A todos os que criticam o etanol, ele sempre cita o exemplo de sucesso do Brasil.&lt;br /&gt;Entende, também, que o etanol é uma energia limpa.&lt;br /&gt;Ele reconhece que o relator da ONU para Direito à Alimentação, Jean Ziegler, condena a expansão do etanol. Mas observa que a visão não é unânime dentro da entidade.&lt;br /&gt;Para Ban Ki-Moon, há outros fatores que afetam as cotações das commodities. Um deles é o preço do petróleo, que estaria elevando o custo dos fertilizantes. Outro problema seria a margem cada vez maior de lucro dos intermediários.&lt;br /&gt;Ban Ki-Moon alertou para a crise dos preços dos alimentos e disse que o tema é prioritário em sua agenda: “Corremos o sério risco de ver perdidos os últimos sete anos de desenvolvimento e de redução da pobreza no mundo”. Além disso, tudo indica que as tensões políticas podem ser perigosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Embrapa na África&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A Embrapa - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária inaugurou escritório em Gana com o propósito de transferir tecnologia para produção de etanol a partir da cana-de-açúcar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Etanol avança&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tentativa de desqualificar o etanol brasileiro não abalou os ânimos dos megainvestidores que desembarcaram no Brasil nos últimos anos para explorar o promissor setor de açúcar e álcool, nem dos tradicionais usineiros.&lt;br /&gt;A previsão é que, na safra atual, 32 novas usinas entrem em operação na Região Centro-Sul do País, elevando para 84 o número de unidades inauguradas desde 2005. Para os próximos anos, outras dezenas de usinas entrarão em operação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Uma Itaipu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O potencial de geração de energia elétrica pelas usinas canavieiras pela queima do bagaço e da palha da cana equivale à potência de Itaipu.&lt;br /&gt;Outra possibilidade é o aproveitamento do bagaço e da palha para produzir mais etanol. Isso será possível na medida em que for desenvolvida tecnologia capaz de produzir etanol a partir de celulose. Os Estados Unidos e o Brasil empenham-se em viabilizar essa tecnologia.&lt;br /&gt;O uso do bagaço e da palha para qualquer das alternativas mostra o extraordinário potencial que ainda resta para ser apropriado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Observações finais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maior defesa para o etanol é fazer com que contribua efetivamente para a melhoria ambiental e que possa ser neutro ou mesmo favorecer a produção de alimentos. Para isso podemos destacar o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) adoção de zoneamento agrícola que direcione a produção de cana em áreas já utilizadas para a lavoura;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#006600;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;2) esforços para aumentar a produtividade pela incorporação de novas tecnologias de maneira a tornar o etanol e o açúcar mais competitivos e preservar a utilização da terra para outras culturas;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;3) certificação pelo Inmetro assegurando ausência de trabalho escravo e a preservação ambiental;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;4) eliminação do processo de queima da palha da cana no processo de colheita, para melhoria ambiental, e reciclagem dos trabalhadores que serão desnecessários com a colheita mecânica;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;5) destinar as áreas menos favoráveis à colheita mecânica para projetos de reflorestamento ou para diversificação de culturas;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;6) medidas para diminuir ou eliminar os efeitos da monocultura da cana;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;7) plena utilização do bagaço e da palha para produção de energia elétrica ou de etanol a partir da celulose desse resíduo;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;8) transferir tecnologia da produção de etanol para outros países, especialmente em favor daqueles de populações carentes;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;9) programa de educação alimentar para incentivar o consumo de vegetais em substituição à proteínas animais. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Fontes:&lt;/span&gt; Caderno de Economia do “O ESTADO DE SÃO PAULO”, de 20 de abril de 2008. Revista Veja de 23 de abril de 2008&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/542791692054193474-7905325133233526185?l=leonardokurcis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardokurcis.blogspot.com/feeds/7905325133233526185/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=542791692054193474&amp;postID=7905325133233526185' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/542791692054193474/posts/default/7905325133233526185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/542791692054193474/posts/default/7905325133233526185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardokurcis.blogspot.com/2008/04/biocombustveis-alimentos-e-meio_8623.html' title='BIOCOMBUSTÍVEIS, ALIMENTOS E MEIO AMBIENTE'/><author><name>Leonardo Kurcis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16017355268150433185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-542791692054193474.post-54292109195255547</id><published>2008-02-24T18:20:00.005-03:00</published><updated>2008-02-24T18:26:41.666-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A esperança de uma nota só'/><title type='text'>A ESPERANÇA DE UMA NOTA SÓ</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;Eis aqui este sambinha feito numa nota só&lt;br /&gt;Outras notas vão entrar mas a base é uma só&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cristovam Ricardo Cavalcanti Buarque, ou como é mais conhecido Senador Cristovam Buarque foi candidato a Presidente do Brasil na última eleição. O seu programa de governo tinha um único propósito: Educação. Muitos ironizaram afirmando que o Senador era um candidato de “uma nota só”.&lt;br /&gt;O “sambinha” de Tom Jobim esclarece logo no início que “outras notas vão entrar, mas a base é uma só”. A grande “Sinfonia Brasil” pode ter como fundamento uma nota só, a Educação, mas todas as demais notas – saúde, segurança, economia, desenvolvimento social e outras – vão entrar como sugere o samba.&lt;br /&gt;O meu voto, no primeiro turno das eleições, foi para o Senador. Pensando melhor, o meu voto não foi para o Senador, pois ele não reunia nenhuma chance de vitória. O meu voto foi para a sua proposta, que há de ser vitoriosa. Sempre que houver oportunidade darei minha contribuição para a vitória do “Brasil de uma nota só”, o Brasil da Educação.&lt;br /&gt;No último carnaval, a Escola de Samba Vai-Vai foi vencedora do desfile das escolas de São Paulo. Desfilou no sambódromo com enredo que teve como tema “Acorda Brasil: A Saída é Ter Esperança”. Foi baseado em uma peça de teatro de Antonio Ermírio de Morais, que aborda a Educação no Brasil.&lt;br /&gt;Será que agora a Educação vai-vai. Será que quando a educação desfila pela passarela do samba é porque começa a ganhar condição de prioridade nacional?&lt;br /&gt;Para que a Educação seja prioridade nacional é necessário o reconhecimento de sua importância pelos governos federal, estaduais e municipais. As empresas e demais organizações, que possam oferecer recursos e participação competente, devem ter a Educação como compromisso e responsabilidade. Os meios de comunicação precisam abordar a importância da Educação até que seja alcançada à condição de objetivo prioritário e de valor estratégico para o desenvolvimento do país. Mais importante, ainda, é a família reconhecer a importância, deve perceber a Educação como o maior investimento para o progresso de seus filhos.&lt;br /&gt;Apresento meu testemunho para evidenciar o que acontece quando os pais consideram a Educação como prioridade. Até 10 anos de idade vivi na zona rural onde freqüentei a escola primária até o terceiro ano. Fui aluno de uma escola mista rural. Mista no caso quer dizer uma escola que reunia em uma única sala todos os alunos de três séries. Oferecia ensino até o terceiro ano, daí para frente somente haveria possibilidade de continuar os estudos em escolas urbanas.&lt;br /&gt;O que fizeram meus pais? Promoveram a mudança da família para a capital para permitir a continuidade de meus estudos. Por essa atitude serei sempre grato, eles tiveram consciência da importância da Educação colocada como prioridade da família.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/542791692054193474-54292109195255547?l=leonardokurcis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardokurcis.blogspot.com/feeds/54292109195255547/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=542791692054193474&amp;postID=54292109195255547' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/542791692054193474/posts/default/54292109195255547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/542791692054193474/posts/default/54292109195255547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardokurcis.blogspot.com/2008/02/esperana-de-uma-nota-s.html' title='A ESPERANÇA DE UMA NOTA SÓ'/><author><name>Leonardo Kurcis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16017355268150433185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-542791692054193474.post-1522391131831418911</id><published>2008-01-06T14:17:00.000-02:00</published><updated>2008-01-06T14:25:00.005-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Kiva - O Orkut da filantropia'/><title type='text'>KIVA - O ORKUT DA FILANTROPIA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A reunião de duas ou mais tecnologias, geralmente, produz resultados fantásticos. O Kiva é um exemplo dos benefícios que a reunião de tecnologias permite. O significado de Kiva é “ação conjunta”, no idioma suaíli, falado no Quênia, Tanzânia e outras nações africanas,O Kiva nasceu da conjugação das seguintes idéias: microcrédito, internet, site de relacionamentos e cartão de crédito.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Comecemos com a experiência vivida por Alexandra Castro, de Guaiaquil no Equador, relatada por Naiara Magalhães autora da matéria “Orkut da Filantropia”, publicada na revista Veja de 9 de janeiro de 2008.“Em 2006, a feirante deu um passo importante em seu negócio. Tomou emprés&lt;/span&gt;timo de 925 dólares e, com o dinheiro, passou a comprar mercadorias no atacado, a preços mais baixos. Com a operação, aumentou a margem de lucro. Depois do impulso inicial, foi possível dar outro passo. Hoje, além de vender frutas, Alexandra as distribui a outros comerciantes. O pequeno financiamento que melhorou seus negócios não veio de uma instituição bancária tradicional, onde os mecanismos para a concessão de crédito, são repletos de filtros. Alexandra cadastrou-se no Kiva, o primeiro site de relacionamentos a possibilitar que empreendedores de baixa renda encontrem pessoas ao redor do mundo que estejam dispostas a ajudá-los on-line, sem intermediários”. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;A reunião das diversas tecnologias no site Kiva se deu em 2005 por iniciativa do casal Matt e Jessica Flannery, jovens da Califórnia.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;MICROCRÉDITO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Essa modalidade de crédito tem objetivo oferecer empréstimos para pequenos empreendedores que não têm acesso a esse recurso através das instituições financeiras. Sem os filtros e toda a burocracia das instituições tradicionais é possível obter pequenos empréstimos.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Essa modalidade ganhou destaque com o trabalho do Professor Muhammad Yunus que criou na Índia o Grammeen Bank. O seu trabalho alcançou grande repercussão mundial e permitiu que recebesse o Prêmio Nobel da Paz em 2006.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Não se trata de benemerência a fundo perdido, pois os tomadores dos empréstimos pagam juros e amortizam em prazo de mais ou menos um ano. Porém, permite inegáveis benefícios sociais ao permitir aos pequenos empreendedores progredirem, além de abrir portas para o surgimento de outros. Pode ser entendido, também, como instrumento para diminuição de desempregados que não possuam renda de qualquer espécie.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;O Professor Yunus criou um banco para realizar esse projeto. O site Kiva permite que qualquer pessoa possa ajudar um pequeno empreendedor em qualquer parte do mundo, sem que precise criar um banco.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;SITE KIVA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.kiva.org/"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;www.kiva.org/&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;O site Kiva espelha os sites de relacionamentos existentes na internet, como é o caso do Orkut. Segundo Naiara Magalhães, da revista Veja: “como no Orkut, microempresários inscrevem seu perfil na página da internet, com fotos e dados pessoais. Mas, em vez de citar filmes e músicas preferidas, descrevem o tipo de negócio em que atuam, estimam a quantia de que necessitam para incrementá-lo, dizem como investirão o dinheiro tomado e em quanto tempo poderão pagá-lo”.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Os que tiverem interesse em participar dessa rede de solidariedade escolherão a quem oferecer recursos pelo exame dos perfis cadastrados. Através de seu cartão de crédito farão a transferência dos recursos para os fundos do Kiva em nome do empreendedor escolhido. Ao final do prazo estabelecido para a amortização do empréstimo os credores recebem as quantias emprestadas sem juros e correção.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Outra razão de sucesso do Kiva segundo informa Naiara Magalhães: “é o alto grau de confiabilidade e transparência das operações. Para garantir a segurança do empréstimo, o site mantém parceria com instituições locais de microcrédito que atuam em cada um dos 39 países atendidos atualmente – não há, por enquanto, entidades cadastradas no Brasil. Cabe a esses parceiros selecionar empresários idôneos e produzir relatórios periódicos sobre o andamento do negócio financiado, permitindo ao credor acompanhar pela internet todo o processo”.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;A inadimplência dos empréstimos é de apenas 0,2%.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Para realizar o trabalho, as instituições parceiras cobram juros de 20% ao ano. A taxa é igual à cobrada por instituições de microcrédito, como o Grammeen Bank do Professor Yunus. Ela é alta, mas como esses pequenos empreendedores não têm acesso ao crédito bancário acabam na mão de agiotas que cobram muito mais do que 20%.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;No site Kiva é possível ver depoimento de Bill Clinton. Segundo o ex-presidente dos Estados Unidos: “É como se você conhecesse aquelas pessoas, soubesse como elas vivem e como tocam seus negócios. E você ainda pode ajudá-las. Tudo isso pela internet. É fantástico”.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O QUE JÁ FOI FEITO&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;a) 39 países já receberam financiamento.&lt;br /&gt;b) 211.000 pessoas receberam, em média, 90 dólares emprestados.&lt;br /&gt;c) 28.700 projetos receberam financiamento de 600 dólares em média.&lt;br /&gt;d) Cerca de 19 milhões de dólares – 34 milhões de reais – é o valor total dos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;empréstimos.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/542791692054193474-1522391131831418911?l=leonardokurcis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardokurcis.blogspot.com/feeds/1522391131831418911/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=542791692054193474&amp;postID=1522391131831418911' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/542791692054193474/posts/default/1522391131831418911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/542791692054193474/posts/default/1522391131831418911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardokurcis.blogspot.com/2008/01/kiva-o-orkut-da-filantropia_8734.html' title='KIVA - O ORKUT DA FILANTROPIA'/><author><name>Leonardo Kurcis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16017355268150433185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-542791692054193474.post-7352563493327755951</id><published>2007-11-03T14:26:00.000-02:00</published><updated>2007-11-03T14:38:34.681-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Você sabe onde fica o Brasil?'/><title type='text'>VOCÊ SABE ONDE FICA O BRASIL?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;Artigo preparado por Ronaldo França, na Seção Educação, da Revista Veja de 7 de novembro de 2007, aponta algo preocupante em relação ao ensino de geografia nas escolas brasileiras. Sabemos que a preocupação não é restrita ao ensino dessa matéria, envolve todas as demais.&lt;br /&gt;Pesquisadores do Instituto Ipsos abriram um mapa-mundi na frente dos entrevistados, 1.000 pessoas, em setenta municípios das regiões metropolitanas, e pediram que indicassem onde ficava o Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;50% dos brasileiros não sabem onde fica o Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras perguntas foram feitas:&lt;br /&gt;a) Onde fica a Argentina? 84% não sabem.&lt;br /&gt;b) Onde fica os Estados Unidos? 82% não sabem.&lt;br /&gt;c) Onde fica a França? 97% não sabem.&lt;br /&gt;d) Onde fica o Japão? 92% não sabem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a gente ainda goza os americanos quando indicam Buenos Aires como a capital do Brasil. Mas, estarão eles melhores do que nós? Recente pesquisa mostra que 86% dos americanos sabem onde fica os Estados Unidos. Melhores, mas nem tanto.&lt;br /&gt;O articulista Ronaldo França conclui seu artigo dizendo: “A péssima qualidade dos professores está na base dessa vergonha, agravada pela falta de mapas nas escolas. Acrescente-se a falta de instrução familiar e pronto: está formado o ambiente propício para criar gerações de brasileiros que exibem uma ignorância que não está no mapa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A NOSSA TORRE DE “PISA” ESTÁ MAIS TORTA DO QUE A ITALIANA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na página seguinte da mesma revista encontramos artigo de Gustavo Ioschpe com o título: Preocupe-se. O seu filho é mal educado.&lt;br /&gt;O Pisa é atualmente o teste internacional de qualidade da educação mais reconhecido. É aplicado a cada três anos. Em sua última edição pintou um quadro aterrador para o Brasil.&lt;br /&gt;Entre os 40 paises participantes da pesquisa (30 desenvolvidos e 10 em desenvolvimento) ficamos em:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;a) último lugar em matemática; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;b) penúltimo em ciência; e &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;c) 37º em leitura.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Muitos dão de ombro a esses resultados, segundo Gustavo, e atribuem o fracasso às escolas públicas e imaginam que ao colocar o filho em uma boa escola particular, o problema está resolvido. O Pisa demonstra que esse raciocínio é equivocado.&lt;br /&gt;Diz Gustavo Ioschpe: “A idéia de que a escola particular brasileira é boa e protege seus alunos das deficiências da escola pública é falsa. Nossas escolas particulares são apenas menos ruins do que as públicas – mas, se comparadas às escolas de outros paises ou a um nível ideal de qualidade, certamente ficam muito distantes”.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/542791692054193474-7352563493327755951?l=leonardokurcis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardokurcis.blogspot.com/feeds/7352563493327755951/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=542791692054193474&amp;postID=7352563493327755951' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/542791692054193474/posts/default/7352563493327755951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/542791692054193474/posts/default/7352563493327755951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardokurcis.blogspot.com/2007/11/voc-sabe-onde-fica-o-brasil.html' title='VOCÊ SABE ONDE FICA O BRASIL?'/><author><name>Leonardo Kurcis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16017355268150433185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-542791692054193474.post-8461907499958945932</id><published>2007-10-20T19:45:00.000-02:00</published><updated>2007-10-20T20:02:03.589-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Meio século para nosso despertamento'/><title type='text'>MEIO SÉCULO PARA NOSSO DESPERTAMENTO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;O ex-presidente americano AI Gore e o IPCC ganham o Nobel da Paz. IPCC é a sigla em inglês do &lt;em&gt;Painel Intergovernamental Sobre Mudanças Climáticas da ONU&lt;/em&gt;. A atribuição do prêmio é o clímax da agenda ambientalista com início em 1957 quando o americano Roger Revelle mostrou que as emições de C0&lt;span style="font-size:85%;"&gt;2&lt;/span&gt; estavam afetando a temperatura.&lt;br /&gt;São diversos os eventos da agenda ambientalista que marcam meio século na construção de uma consciência planetária.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;1957&lt;/span&gt; - O estudo de Roger Revelle já citado e que interessou poucos cientistas.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;1962&lt;/span&gt; - O livro &lt;em&gt;Primavera Silenciosa&lt;/em&gt;, da americana Rachei Carson; denunciou o uso indiscriminado de pesticidas. A obra marca o início do movimento ambientalista e leva à proibição do pesticida DDT.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;1980&lt;/span&gt; - Organizações como o &lt;em&gt;Greenpeace e WWF&lt;/em&gt; intensificam ações em escala glogal.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;1992&lt;/span&gt; - A conferência Eco-92, no Rio de Janeiro, destacou o desenvolvimento sustentável. Marca o início da participação dos governos nas questões ambientais.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;1997&lt;/span&gt; - Com o &lt;em&gt;Protocolo de Kioto&lt;/em&gt; os paises se comprometem a reduzir suas emissões de gases estufa.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;2007 (abril)&lt;/span&gt; - O IPCC publica relatório com previsão de conseqüências graves devido ao aquecimento global.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;2007 ( outubro)&lt;/span&gt; - Atribuição do Nobel da Paz para Al Gore e ao IPCC. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O ex-presidente Al Gore realiza importante trabalho com suas conferências internacionais e com o documentário &lt;em&gt;Uma verdade Inconveniente&lt;/em&gt;, merecedor do prêmio Oscar de melhor documentário do ano. Muitos acreditam que Al Gore exagera com seus argumentos. Um resultado é inegável, o seu trabalho despertou grande interesse e mobiliza as pessoas e os governantes a agirem. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A &lt;em&gt;Revista Veja&lt;/em&gt; destaca periodicamente o grande desafio que vive o nosso Planeta Terra; na edição de 24 de outubro de 2007 o assunto volta a ser considerado como matéria de capa. A leitura da matéria preparada pelos jornalistas Okky de Souza e Vanessa Vieira é recomendável para todos interessados em adotarem postura adequada em sua conduta individual e para exigirem dos governantes as providências necessárias. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Da matéria destaco em especial as divergências entre os ambientalistas classificados como ortodoxos e céticos. Enquanto os ortodoxos evidenciam extrema gravidade para a questão do aquecimento global os céticos adotam postura mais moderada no diagnóstico e na proposta de ação. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vejamos as divergências entre os dois grupos, segundo os articulistas da revista.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A primeira&lt;/span&gt; diz respeito à responsabilidade humana no aquecimento global. O IPCC afirma que a causa principal é a emissão de dióxido de carbono (CO&lt;span style="font-size:85%;"&gt;2&lt;/span&gt;) e outros gases resultantes da queima de combustíveis fósseis, que, lançados na atmosfera, aumentam o efeito estufa. Os céticos consideram que só parte do aquecimento global pode ser atribuída à ação humana. A quantidade de C0&lt;span style="font-size:85%;"&gt;2&lt;/span&gt; enviada à atmosfera pelas florestas em decomposição e pelos oceanos também contribui. A Terra passou por outros períodos de aquecimento antes da Era Industrial, e não se conhecem com certeza os agentes que os provocaram.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A segunda&lt;/span&gt; versa sobre se é possível amenizar o aquecimento e como isso deverá ser feito. a IPCC diz que o primeiro passo é reduzir as emissões de C0&lt;span style="font-size:85%;"&gt;2&lt;/span&gt; para a atmosfera. A seguir, é preciso aumentar a eficiência no uso de energia para queimar menos combustíveis fósseis. Os céticos argumentam que não há como frear o processo de aquecimento global nas próximas décadas. A melhor solução é investir em pesquisas para baratear energias alternativas e, no futuro, tornar a humanidade menos dependente de petróleo.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A terceira&lt;/span&gt; é: dentro de quanto tempo os efeitos do aquecimento começarão a ser sentidos? O IPCC diz que os primeiros sinais já estão presentes no aumento de enchentes, secas prolongadas e maior freqüência de grandes furacões. Os céticos estimam que os primeiros efeitos só ocorrerão dentro de 50 a 100 anos.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A quarta:&lt;/span&gt; qual é a severidade desses efeitos? O IPCC acha que as catástrofes naturais serão freqüentes e devastadoras. Para os céticos, os desastres serão poucos. Não será difícil para o homem se adaptar a essas alterações do clima. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Essas divergências precisam ser superadas mediante aprofundamento da contribuição da ciência. Precisamos evitar que essa importante questão alimente interesses de natureza política e ideológica.&lt;br /&gt;Os interesses políticos podem ser usados para distorcer as evidências em benefícios de natureza econômica e para aumentar o poder de paises e grupos de pessoas, em situações capazes de provocar prejuízos à médio e longo prazo para a humanidade.&lt;br /&gt;Com o desaparecimento da polarização entre os socialistas e capitalistas, decorrentes do desmoronamento da União Soviética, a esquerda ficou sem bandeira. Nota-se interesse desta em adotar o ambientalismo como trincheira para combater o capitalismo. Disso nascem falsos argumentos para emperrar o funcionamento da economia já que a racionalidade não é o propósito dessa gente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O impacto ambiental das atividades existentes e futuras precisa, sim, de exame cuidadoso, porém destituído de qualquer coloração ideológica, deve prevalecer o exclusivo interesse da população.&lt;br /&gt;A busca do quanto pior melhor precisa ser abolida dos procedimentos políticos. No lugar do fanatismo e fundamentalismo, que geram posições extremas, precisamos seguir valores superiores como aquele que encontramos no cristianismo e outras religiões: façamos aos outros o mesmo que desejamos para nós mesmos. As próprias religiões devem seguir a regra de ouro, muitas vezes ausentes quando promovem disputas entre diferentes povos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O esforço na direção do consumo sustentável dos recursos do planeta , para que não haja esgotamento capaz de comprometer as gerações futuras, a utilização de combustíveis não-fosséis por outros renováveis e ainda menos ou nada poluentes, a preservação da bio&amp;shy;diversidade e outros procedimentos ecologicamente corretos permitem alcançar melhor qualidade de vida na Terra.&lt;br /&gt;Entre as sugestões dos ortodoxos e céticos há várias que são convergentes e que podem constituir um ponto de partida para uma ação firme dos indivíduos e das nações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/542791692054193474-8461907499958945932?l=leonardokurcis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardokurcis.blogspot.com/feeds/8461907499958945932/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=542791692054193474&amp;postID=8461907499958945932' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/542791692054193474/posts/default/8461907499958945932'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/542791692054193474/posts/default/8461907499958945932'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardokurcis.blogspot.com/2007/10/meio-sculo-para-nosso-despertamento.html' title='MEIO SÉCULO PARA NOSSO DESPERTAMENTO'/><author><name>Leonardo Kurcis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16017355268150433185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-542791692054193474.post-8110316517658390157</id><published>2007-10-07T15:51:00.000-03:00</published><updated>2007-10-14T11:51:20.111-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Brasil que podemos ter'/><title type='text'>O BRASIL QUE PODEMOS TER</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;Um punhado de cidades abriga 660.000 pessoas que desfrutam e preservam, geração após geração, um alto padrão de qualidade de vida.&lt;br /&gt;É um pedaço do Brasil onde os índices de pobreza são tão baixos quanto os da Inglaterra, os analfabetos são difíceis de encontrar quanto no Canadá e vive-se mais tempo e com tanta saúde quanto os idosos de um país europeu como a Bélgica.&lt;br /&gt;O custo de vida ali ainda é baixo, os serviços públicos funcionam e as pessoas não se sentem inseguras por morar em casas sem muro.&lt;br /&gt;Nesse Brasil não tem fila. Em postos públicos de saúde, a consulta começa com o médico acionando seu computador para levantar o histórico do paciente. Com base nele, dá-se o atendimento de gente como o agricultor João Roque Knost. “Só sei de fila para ser atendido pelo SUS de ver na televisão”.&lt;br /&gt;No trânsito o grau de civilidade dos motoristas é invejável: apenas 2% deles cometeram infrações no ano passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O VALE DA FELICIDADE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcos Todeschini, em seu artigo na Revista Veja de 10 de outubro de 2007, informa que esse lugar fica a uma hora de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. É a região da serra gaúcha onde são encontradas as cidades de Caxias do Sul, Bento Gonçalves, Farroupilha e outras dezessete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;UM BRASIL EUROPEU&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Pobreza:&lt;/span&gt; 4% das pessoas estão na faixa de pobreza, como observado na Inglaterra.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Analfabetismo:&lt;/span&gt; 2,8% da população acima de 15 anos, como no Canadá.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Criminalidade:&lt;/span&gt; 15 por 100.000 habitantes, como na Finlândia.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Expectativa de vida:&lt;/span&gt; 79 anos, como na Bélgica.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Jovens na universidade:&lt;/span&gt; 25%, como na Nova Zelândia. Em Caxias do Sul e Bento Gonçalves 40% dos jovens estão na universidade.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mortalidade infantil:&lt;/span&gt; 7 por 1.000 nascimentos, como nos Estados Unidos.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Desemprego:&lt;/span&gt; 5%, como na Suécia.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Água encanada:&lt;/span&gt; 98% das residências, como na Suíça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A POPULAÇÃO CRESCEU E O PIB TAMBÉM&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A população em 1991 era de 474.000 habitantes e atingiu 660.000 em 2006, crescimento de 40%, duas vezes maior do que o crescimento do Brasil. 70% são descendentes de alemães e italianos.&lt;br /&gt;O PIB em 1999 era de 6 bilhões de reais e registra 13 bilhões de reais em 2006. crescimento anual de 4,2%, o dobro do crescimento brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;OS FUNDAMENTOS DO SUCESSO &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Educação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Os 20 municípios que formam a região atingiram elevados índices de educação há muitas décadas. Em 1920 quando existiam 70% de analfabetos no Brasil nessa região era quase zero.&lt;br /&gt;A ênfase na educação teve início no início do século XIX (a partir de 1800), quando chegaram os primeiros imigrantes alemães e italianos. A maioria veio por motivos ideológicos e não por causa da miséria em seus paises de origem. Tinham elevado nível de educação e mesmo os mais pobres valorizavam o estudo.&lt;br /&gt;Construíram e administraram suas próprias escolas sem aguardar o poder público. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Empreendedores&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;A economia da região é menos dependente do estado do que ocorre em outras partes do Brasil. Através de organizações não governamentais como as cooperativas e associações comerciais conseguem articular a aquisição de matérias-primas e a comercialização de seus produtos.&lt;br /&gt;A procura de empregos públicos é 30% menor do que em outras partes do Brasil.&lt;br /&gt;Um em cada quinze trabalhadores empreende negócios próprios. O percentual é três vezes maior do que a média brasileira. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Um exemplo de empreendedor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ao perder o emprego depois de dois anos como executivo numa empresa de calçados, o gaúcho Altamir Breda, 46 anos, não teve medo de apostar num negócio próprio.&lt;br /&gt;O setor calçadista enfrenta sérias dificuldades em seus vários pólos como nos municípios da Grande Porto Alegre, Franca e Jaú em São Paulo e outros. As exportações brasileiras sofrem em razão da desvalorização do dólar e pela concorrência internacional, especialmente a chinesa.&lt;br /&gt;Altamir, em uma semana, conseguiu emprestadas as máquinas da firma, que havia falido, e recrutou todos os 250 ex-funcionários. Cada um deles recebeu uma cota da nova empresa. Num ato de ousadia, Altamir decidiu marcar entrevista com o presidente da All Star, nos Estados Unidos. Prometeu-lhe na ocasião maior produtividade do que as empresas brasileiras que até então fabricavam os tênis. Ao final, conseguiu a exclusividade da produção no Brasil.&lt;br /&gt;Tempos depois, viajou para a matriz da Nike e, de novo, saiu como representante da Marca: “Aprendi a não ter vergonha de oferecer trabalho, se é bom, todo mundo quer”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Administração pública mais eficiente.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Estudos revelam que a administração financeira dos municípios da região é superior em 20% quando comparado com 5.500 municípios brasileiros. Gastam menos com pessoal, a dívida é mantida em níveis razoáveis e têm dinheiro em caixa.&lt;br /&gt;Estudos mostram que há menos corrupção. Esse e outros indicadores favorecem a atração de empreendimentos para a região.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/542791692054193474-8110316517658390157?l=leonardokurcis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardokurcis.blogspot.com/feeds/8110316517658390157/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=542791692054193474&amp;postID=8110316517658390157' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/542791692054193474/posts/default/8110316517658390157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/542791692054193474/posts/default/8110316517658390157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardokurcis.blogspot.com/2007/10/o-brasil-que-podemos-ter.html' title='O BRASIL QUE PODEMOS TER'/><author><name>Leonardo Kurcis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16017355268150433185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-542791692054193474.post-876456367533667838</id><published>2007-09-22T14:08:00.000-03:00</published><updated>2007-10-14T11:51:54.269-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pague dois e leve um'/><title type='text'>PAGUE DOIS E LEVE UM !!!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;ATENÇÃO: pode parecer um título errado. São comuns anúncios das lojas oferecendo: pague 1 e leve 2. Acontece que a promoção que dá origem ao título é oferecida pelo governo brasileiro que é a soma de todas as esferas públicas: federal, estadual e municipal.&lt;br /&gt;Vejamos alguns exemplos, publicados pela Revista Veja de 26/09/2007, que mostram quanto de imposto está embutido no que compramos.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Xampu................ – 52,0% de impostos sendo 1,94% de CPMF&lt;br /&gt;Aparelho de DVD. – 51,6% ..............................2,14%&lt;br /&gt;iPod ................... – 50,6 % ..............................2,25%&lt;br /&gt;Geladeira............ – 47,0% ...............................2,25%&lt;br /&gt;Automóvel ......... – 42,0% ...............................2,36 %&lt;br /&gt;Sabonete ........... – 42,0% ...............................1,94 %&lt;br /&gt;Celular ............... – 41,0% ...............................2,13%&lt;br /&gt;Televisão .......... . – 38,0% ..............................2,25 %&lt;br /&gt;Camiseta ............ – 38,0% ...............................1,78 %&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Os números revelam porque pagamos 2 e levamos 1.&lt;br /&gt;Alguém poderá perguntar, como a CPMF representa mais de 2% do que pagamos, na maioria dos casos, se o percentual cobrado é de 0,38% de cada movimentação que fazemos em nossa conta bancária?&lt;br /&gt;Isso se dá em função da tributação em cascata. O imposto é cobrado várias vezes sobre o mesmo bem ou serviço. Para que um bem ou serviço possa ser oferecido ao consumidor são necessárias várias etapas que envolvem obtenção de matéria prima, transformação em peças, montagem das peças para obtenção do produto final, distribuição pela rede de comercialização e, finalmente, venda do produto. Em cada uma dessas etapas é cobrado a CPMF. Assim, o que parece ser 0,38% chega a pesar mais de 2% no preço daquilo que compramos. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;Tributo como a CPMF só é encontrado, além do Brasil, na Argentina e Colômbia. A adoção desse tributo é restrita por ser um péssimo instrumento, capaz de provocar distorções no processo produtivo. É um tributo injusto, acaba penalizando as pessoas de menor renda.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;DESDE 1994 O GOVERNO ARRECADA MAIS DE 320 BILHÕES DE REAIS, POR ANO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1994 o total de impostos arrecadados representou 24% do PIB, ou seja, 24% de tudo o que foi produzido no Brasil. Em 2007 será de 36%, aumento de 50% no volume de arrecadação. Como isso foram arrecadados, a mais, 320 bilhões de reais por ano.&lt;br /&gt;Com esse crescimento dos impostos poderíamos imaginar que o Brasil estaria melhor naquilo que é oferecido pela administração pública. A realidade é a multiplicação dos apagões. Apagão dos buracos nas rodovias, no transporte aéreo, nas instalações portuárias, na segurança, na saúde, na educação etc.&lt;br /&gt;Tomemos o exemplo da saúde. O CPMF foi criado para oferecer recursos adicionais à saúde. A arrecadação do CPMF desde a sua criação atinge 250 bilhões de reais, desses 121 bilhões foram destinados aos programas de saúde.&lt;br /&gt;Os recursos da CPMF deveriam possibilitar erradicar a dengue, reduzir a incidência da malária, cortar pela metade a mortalidade infantil e elevar o valor pago pelo SUS por consulta ambulatorial.&lt;br /&gt;Vejamos os resultados: &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;.&lt;br /&gt;DENGUE: os casos aumentaram 88%&lt;br /&gt;MALÁRIA: os casos aumentaram 24%&lt;br /&gt;MORTALIDADE INFANTIL: é de 30 por 1.000 nascimentos e deveria ser 20&lt;br /&gt;VALOR DAS CONSULTAS DO SUS: passou de R$ 4,10 para R$ 7,60, valor insuficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A LEI DE PARKINSON&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Da “Carta ao leitor” da Revista Veja, destaco o seguinte trecho.&lt;br /&gt;“O problema sempre foi, e agora o é de maneira mais aguda, fazer os governos caber dentro do PIB. Se as empresas, os pais de família e as donas-de-casa conseguem viver com o cinto apertado, por que razão os governos exigem cada vez mais e mais dinheiro de quem produz riqueza no país? “&lt;br /&gt;“Uma das respostas é a Lei de Parkinson, formulada em 1955 pelo inglês Cyril Northcote Parkinson em famoso artigo publicado na revista The Economist. E o que é essa lei? É a lei implacável segundo a qual as burocracias se multiplicam e aumentam seus gastos a cada ano mesmo que seu trabalho permaneça o mesmo ou até diminua. O imposto cria a despesa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;ESTABILIZAR AS DESPESAS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo precisa estabilizar as despesas em seus níveis absolutos atuais, fazer com que represente cada vez menor percentual do PIB. Sair dos atuais 36% e recuar em direção aos 24% registrados em 1994.&lt;br /&gt;Os paises que oferecem melhor qualidade de serviços do que aqueles de nosso país têm a carga tributária situada ente 20 e 25% do PIB.&lt;br /&gt;Outra providência para ajudar a conscientizar as pessoas, sobre a importância do peso que os tributos representam em suas vidas, é destacar o imposto do preço total da mercadoria ou do serviço. Isso poderia ser feito nas notas fiscais ou na exposição dos preços nas lojas e peças publicitárias. Dessa maneira, cada um poderá verificar quanto de seu salário ou outro tipo de receita é destinado para os cofres do governo. Exijamos essa providência.&lt;br /&gt;A meta a ser concretizada: menos impostos, mais serviços e de melhor qualidade. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;color:#006600;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;Fazer mais com menos, isso é eficiência.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/542791692054193474-876456367533667838?l=leonardokurcis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardokurcis.blogspot.com/feeds/876456367533667838/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=542791692054193474&amp;postID=876456367533667838' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/542791692054193474/posts/default/876456367533667838'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/542791692054193474/posts/default/876456367533667838'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardokurcis.blogspot.com/2007/09/pague-dois-e-leve-um.html' title='PAGUE DOIS E LEVE UM !!!'/><author><name>Leonardo Kurcis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16017355268150433185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-542791692054193474.post-7179279029200830434</id><published>2007-09-15T13:53:00.000-03:00</published><updated>2007-10-14T11:50:02.329-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Um Brasil melhor'/><title type='text'>Um Brasil melhor</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;color:#006600;"&gt;Números apresentados pelo IBGE-Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostram um Brasil melhor. Trata-se da pesquisa Pnad-Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios.&lt;br /&gt;Na pesquisa trabalharam 2.000 pesquisadores, entrevistaram 470.000 pessoas em 140.000 domicílios. Para cada entrevista foram necessários de 20 a 45 minutos. Pela primeira vez foram utilizados computadores portáteis no lugar de papel. Número significativo de perguntas foi realizado, compreendendo questões: demográficas, sociais, educacionais, trabalhista, rendimento e habitação. Os dados referem-se à última semana de setembro de 2.006, apresentados em relatório de 394 páginas.&lt;br /&gt;A seguir alguns dos destaques apontados pela imprensa. O que pode ser verificado é animador, é retrato de um Brasil melhor.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Renda média&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O aumento da renda no período 2005/2006 foi a maior dos últimos 10 anos, cresceu 12,2%.&lt;br /&gt;Um dos fatores desse aumento é o crescimento real do salário mínimo em 13,3%&lt;br /&gt;A desigualdade ainda é grande, mas está diminuindo nessa década.&lt;br /&gt;A má notícia é que o ritmo da redução da desigualdade está mais lento e os salários ainda são inferiores aos de 1996.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Emprego&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Aumentou o emprego com carteira assinada.&lt;br /&gt;Aumentou o número de empregados na faixa de idade de 25 a 59 anos&lt;br /&gt;Diminuiu o emprego na faixa de idade de 18 a 24 anos, que não é bom.&lt;br /&gt;As mulheres estão ganhando salários mais próximos ao dos homens.&lt;br /&gt;O trabalho infantil - na faixa de 10 a 14 anos - está caindo, de 20,4% em 1992 registra 9,2% em 2006. Na faixa de 5 a 9 anos houve redução de 3,7% em 1992 para 1,3% em 2006.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Escolaridade&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Reduziu o anafalbetismo de 10,2% em 2005 para 9,6 em 2006&lt;br /&gt;Há mais adultos nas escolas.&lt;br /&gt;O número de pessoas cursando faculdade cresceu 13,2%&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Acesso a bens(% de lares)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Luz elétrica .................1996 92,9% ....2006 98,1%&lt;br /&gt;Telefone celular ........... 2001 31,1% ....2006 64,2 %&lt;br /&gt;Microcomputador ......... 2001 12,6% ....2006 22,4%&lt;br /&gt;Geladeira .....................2001 85,1% ....2006 89,8%&lt;br /&gt;Máquina de lavar ..........2001 33,7% ....2006 38,0%&lt;br /&gt;Televisão .....................2001 89,1% ....2006 64,2%&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Investimento em 2 anos é o maior desde o Plano Real&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;O Instituto de Economia (IE) da UFRJ-Universidade Federal do Rio de Janeiro divulga que os investimentos privados nos anos 2006 e 2007 são os maiores registrados desde o Plano Real.&lt;br /&gt;Os motivos que favorecem a expansão dos investimentos são os seguintes:&lt;br /&gt;a) expectativas favoráveis dos empresários com base em projeções da análise da conjuntura econômica;&lt;br /&gt;b) maior disponibilidade de renda dos consumidores e maior oferta de crédito;&lt;br /&gt;c) valorização do real favorece importação de equipamentos.&lt;br /&gt;Os setores voltados ao mercado interno investirão mais. Nesse mercado são destaques materiais de transporte, material elétrico e de comunicações, vestuário, calçados e produtos farmacêuticos&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;De quem é o mérito? Do Governo Lula ou do Governo FHC?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Segundo pesquisa Estado/Ipsos o mérito maior é do Lula, pouco é atribuído à Fernando Henrique Cardoso.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Qual presidente teve melhor desempenho nessas áreas?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Apoio aos mais pobres&lt;br /&gt;...Lula 80%&lt;br /&gt;...FHC 09%&lt;br /&gt;Melhoria do poder de compra do brasileiro&lt;br /&gt;...Lula 73%&lt;br /&gt;...FHC 16%&lt;br /&gt;Custo da cesta básica&lt;br /&gt;...Lula 73%&lt;br /&gt;...FHC 15%&lt;br /&gt;Controle da inflação&lt;br /&gt;...Lula 66%&lt;br /&gt;...FHC 15%&lt;br /&gt;Qual é o maior responsável pela estabilidade econômica?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#006600;"&gt;...Lula 67%&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;color:#006600;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;...FHC 07%&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Os três melhores e piores desempenhos do governo Lula&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O que lula fez de bom&lt;br /&gt;...Bolsa-Família................. 43%&lt;br /&gt;...Estabilidade econômica... 20%&lt;br /&gt;...Ajuda aos pobres............ 10%&lt;br /&gt;O que Lula fez de ruim&lt;br /&gt;...Corrupção..................... 23%&lt;br /&gt;...Apagão aéreo............... 11%&lt;br /&gt;...Pouca atenção à saúde.. 10&lt;/span&gt;%.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;A pesquisa mostra que os entrevistados atribuem quase inteiramente ao Governo Lula a estabilidade econômica. Fernando Henrique Cardoso que implantou o Plano Real e sustentou os primeiros 8 anos estáveis foi citado por apenas 7% dos entrevistados.&lt;br /&gt;Segundo Alberto Carlos Almeida, diretor da Ipsos, a explicação pela baixa avaliação do Governo FHC é decorrente do "presentismo", que é a tendência de atribuir as coisas boas ao governo presente, mesmo que não seja autor delas.&lt;br /&gt;Almeida, acrescenta, a conquista da estabilidade do Governo FHC se esvaiu da memória popular, por duas razões: repetição persistente do discurso petista da "herança maldita", que teria diluído as realizações do Governo FHC; outra foi à falha de comunicação do PSDB (partido de FHC) que não soube defender a estabilidade conquistada e, principalmente a ignorou nas disputas eleitorais de 2002 e 2006.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A final de quem é o mérito?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Em minha avaliação, acredito que o mérito deve ser atribuído de forma semelhante aos dois governos, sem esquecer que o mérito maior é a contribuição dos brasileiros, uma vez que um presidente sozinho não é capaz de realizar a tarefa toda. Portanto, parabéns aos brasileiros.&lt;br /&gt;Espero que este governo, no tempo que ainda tem, e o próximo que vier, façam mais do que o alcançado até aqui.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/542791692054193474-7179279029200830434?l=leonardokurcis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardokurcis.blogspot.com/feeds/7179279029200830434/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=542791692054193474&amp;postID=7179279029200830434' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/542791692054193474/posts/default/7179279029200830434'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/542791692054193474/posts/default/7179279029200830434'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardokurcis.blogspot.com/2007/09/um-brasil-melhor.html' title='Um Brasil melhor'/><author><name>Leonardo Kurcis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16017355268150433185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-542791692054193474.post-4462622726920490073</id><published>2007-09-09T19:54:00.000-03:00</published><updated>2007-10-14T11:49:09.953-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A cabeça do brasileiro'/><title type='text'>A cabeça do brasileiro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#006600;"&gt;“A Cabeça do Brasileiro” é título de um livro de autoria de Alberto Carlos Almeida, da Editora Record. O livro traz os resultados da Pesquisa Social Brasileira, um levantamento no qual se investigaram os principais valores presentes no cotidiano social, econômico e político nacional.&lt;br /&gt;A pesquisa, coordenada pelo autor do livro, foi realizada pelo Instituto DataUff da Universidade Federal Fluminense. Foram ouvidas 2.363 pessoas em 102 municípios.&lt;br /&gt;A seguir serão apresentados alguns resultados da pesquisa, que extraí de reportagem da revista Veja, número 2022 de 22 de agosto de 2007, de autoria de Ronaldo França.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Se alguém é eleito para um cargo público, deve usá-lo em benefício próprio?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Concordam&lt;br /&gt;Analfabetos...................40 %&lt;br /&gt;Até a 4ª série................ 31 %&lt;br /&gt;Da 5ª à 8ª série............. 17 %&lt;br /&gt;Ensino médio ..................5 %&lt;br /&gt;Nível superior ou +.......... 3 % &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#006600;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Se os moradores permitirem os empregados devem usar o elevador social?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Concordam&lt;br /&gt;Analfabetos .................24 %&lt;br /&gt;Até a 4ª série ...............33 %&lt;br /&gt;Da 5ª à 8ª série ............38%&lt;br /&gt;Ensino médio ................50 %&lt;br /&gt;Nível superior ou +.... ...72 %&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#006600;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;É certo recorrer ao jeitinho para resolver problemas, como o de se livrar de uma multa?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Concordam&lt;br /&gt;Analfabetos ...................57 %&lt;br /&gt;Até a 4ª série................. 51 %&lt;br /&gt;Da 5ª à 8ª série ..............58 %&lt;br /&gt;Ensino médio ..................48 %&lt;br /&gt;Nível superior ou + ..........33 % &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;A polícia está certa em bater nos presos para que eles confessem seus crimes?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Concordam&lt;br /&gt;Analfabetos ..................51 %&lt;br /&gt;Até a 4ª série................ 44 %&lt;br /&gt;Da 5ª à 8ª série............. 41 %&lt;br /&gt;Ensino médio .................31 %&lt;br /&gt;Nível superior ou + ........14 %&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Programas de TV que fazem críticas ao governo devem ser proibidos?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Concordam&lt;br /&gt;Analfabetos ...............56 %&lt;br /&gt;Até a 4ª série .............45 %&lt;br /&gt;Da 5ª à 8ª série ..........33 %&lt;br /&gt;Ensino médio ..............19 %&lt;br /&gt;Nível superior ou + .......8 %&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Questões a serem consideradas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(Minhas sugestões)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Houve-se, comumente, que a educação é recurso necessário para a elevação dos níveis de consciência das pessoas, os exemplos apresentados são inegáveis quanto à correção dessa percepção.&lt;br /&gt;2. Precisamos considerar com muita atenção as pesquisas voltadas a medir o grau de aprovação dos governantes. Em que segmento da população encontram aprovação.&lt;br /&gt;3. Para que um governante possa receber aprovação de um determinado segmento da sociedade as suas realizações precisam estar em sintonia com os valores correspondentes.&lt;br /&gt;4. Considerando dois grupos: um formado pelos analfabetos mais os que possuem a 4ª série; e, o outro formado pelos de nível superior mais os que possuem o ensino médio. Com qual dos dois grupos devemos nos identificar, quando considerados os valores mais apreciados segundo aponta a pesquisa? &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Comentário de Ronaldo França&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;“A parcela mais educada da população é menos preconceituosa, menos estatizante e tem valores sociais mais sólidos. Se todas as pessoas em idade escolar estivessem em sala de aula hoje, a pleno vapor, o Brasil acordaria uma nação moderna no dia 1º de janeiro de 2025 – depois de um ciclo completo de educação. Os brasileiros passariam a ter baixíssima tolerância à corrupção e esperariam menos benesses de um estado protetor. Funcionários públicos ineficientes e aproveitadores seriam uma raça em extinção. Os cidadãos lutariam mais por seu futuro, em vez de entregar distraidamente à loteria do destino. Nesse país, as pessoas de qualquer credo ou classe social se veriam como portadoras de direitos iguais. As diferenças sexuais seriam mais respeitadas. Provavelmente pouquíssimos endossariam a frase {Se alguém é eleito para um cargo público,&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;deve usá-lo em benefício próprio”.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/542791692054193474-4462622726920490073?l=leonardokurcis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardokurcis.blogspot.com/feeds/4462622726920490073/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=542791692054193474&amp;postID=4462622726920490073' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/542791692054193474/posts/default/4462622726920490073'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/542791692054193474/posts/default/4462622726920490073'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardokurcis.blogspot.com/2007/09/cabea-do-brasileiro.html' title='A cabeça do brasileiro'/><author><name>Leonardo Kurcis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16017355268150433185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-542791692054193474.post-168890013693131908</id><published>2007-09-09T19:15:00.000-03:00</published><updated>2007-10-14T11:50:21.997-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Um em cada 4 brasileiros recebe o Bolsa Família'/><title type='text'>Um em cada 4 brasileiros recebe o Bolsa Família</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;Dados de matéria da Revista Veja No 2023&lt;br /&gt;Fácil de entrar, difícil de sair - Por Giuliano Guandalini&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Bolsa Família beneficia 11,1 milhões de famílias, ou 46 milhões de pessoas. Cada família recebe cerca de 62 reais mensalmente, que resulta numa despesa anual de 8,3 bilhões de reais. Em 2008, quando o valor irá ser reajustado para 74 reais mensais, a despesa será de 10 bilhões de reais.&lt;br /&gt;Metade dos beneficiados está no nordeste, ou seja, 5,5 milhões de famílias. De cada duas famílias nordestina uma recebe o Bolsa Família.&lt;br /&gt;O programa contribui para reduzir a desigualdade de renda do Brasil, peca por não abrir uma porta de saída para os beneficiados, poucos deixam o programa. A saída do programa depende do beneficiado começar trabalhar, para isso há necessidade de criação de empregos. Mesmo quando surgem empregos há aqueles que preferem continuar no programa. Em áreas pobres do sertão nordestino já há falta de mão-de-obra para a lavoura. No lugar de irem para a roça preferem ficar em casa.&lt;br /&gt;Como resolver o problema? O articulista diz que uma das soluções é ampliar as condições para que o benefício seja concedido e, talvez, estipular prazos de duração.&lt;br /&gt;Giuliano acrescenta que de acordo com estudiosos, a redução efetiva da desigualdade depende de dois fatores: o investimento em educação de qualidade e o acesso ao crédito.&lt;br /&gt;A matéria traz dados que revelam que o gasto social brasileiro é superior ao de algumas nações desenvolvidas como pode ser verificado na tabela que apresenta percentuais calculados em relação ao PIB brasileiro. PIB é a soma de tudo o que se produz no Brasil, bens e serviços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;% sobre o PIB&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Alemanha....... 32 %&lt;br /&gt;Inglaterra...... 28 %&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Brasil ..............25 %&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Canadá........... 23 %&lt;br /&gt;Japão ..............20 %&lt;br /&gt;EUA................. 20 %&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Um aspecto preocupante em relação aos programas de bem-estar social do governo brasileiro é que custa 315 bilhões de reais por anos. Nesse valor esta incluído o Bolsa Família, a Previdência, a aposentadoria rural e outros. A qualidade dos serviços fica a desejar, mas os custos crescem a cada ano. Para acompanhar o aumento das despesas, o governo cobra cada vez mais impostos. A seguir a tabela mostra essa situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gastos Sociais &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;color:#006600;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;R$ bilhões&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#006600;"&gt;2003 222 &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#006600;"&gt;2004 259 &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#006600;"&gt;2005 296 &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;color:#006600;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;2006 315&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;color:#006600;"&gt;Impostos Federais&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#006600;"&gt;R$ bilhões&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#006600;"&gt;2003 296&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#006600;"&gt;2004 352&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#006600;"&gt;2005 405&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#006600;"&gt;2006 450&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Meus comentários&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Convém lembrar que esse programa incorporou e deu continuidade ao Bolsa Escola e ao Bolsa Gás. Mantém-se a obrigatoriedade da freqüência à escola e aos postos de saúde para vacinação das crianças. Quem sabe esta obrigação seja o aspecto mais importante do programa quando se pensa em futuro. Mesmo que os adultos relutem, muitas vezes, em aproveitar vagas de emprego e prefiram receber a contribuição mensal, seus descendentes com melhor nível de escolaridade irão buscar melhores oportunidades na vida.&lt;br /&gt;O acesso ao crédito, na modalidade de micro-crédito, continua limitado. A experiência do Banco Grameen desenvolvida em Bangladesh pelo economista Mohammad Yunus, Prêmio Nobel de Economia por esse empreendimento, evidencia os benefícios dessa modalidade. Pequenos empréstimos concedidos às pessoas, com juros baixos, possibilitam que pessoas humildes dêem início a pequenos negócios capazes de gerar renda tirando-as da miséria.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/542791692054193474-168890013693131908?l=leonardokurcis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardokurcis.blogspot.com/feeds/168890013693131908/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=542791692054193474&amp;postID=168890013693131908' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/542791692054193474/posts/default/168890013693131908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/542791692054193474/posts/default/168890013693131908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardokurcis.blogspot.com/2007/09/um-em-cada-brasileiro-recebe-o-bolsa.html' title='Um em cada 4 brasileiros recebe o Bolsa Família'/><author><name>Leonardo Kurcis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16017355268150433185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-542791692054193474.post-2605348029776873955</id><published>2007-09-09T19:06:00.000-03:00</published><updated>2007-10-14T11:52:11.948-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O nó brasileiro - Baixa produtividade do setor público'/><title type='text'>O nó brasileiro - Baixa produtividade do setor público, carga tributária excessiva, sonegação, informalidade e corrupção</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;“O Presidente Lula tem a oportunidade única de reverter a teia burocrática que transforma os brasileiros em súditos de um estado ineficiente e cartorial. Quem diz isso é o advogado João Geraldo Piquet Carneiro, presidente o Instituto Hélio Beltrão”. A seguir algumas considerações de Piquet segundo sua entrevista à revista Veja, número 2025 de 12/09/2007, encontrada nas páginas amarelas com o título “Menor e melhor”.&lt;br /&gt;“Nas últimas décadas, o grande álibi por trás do controle asfixiante dos cidadãos pelo estado foi a necessidade de elevar a arrecadação tributária e atacar a crise fiscal”. (Crise fiscal quer dizer que o governo gasta mais do que arrecada, obrigando a tomar dinheiro emprestado no mercado que originou endividamento responsável pelas elevadas taxas de juros).&lt;br /&gt;“A Receita Federal precisa arrecadar cada vez mais e apertar as exigências impostas aos contribuintes para manter a receita tributária ascendente.....A produção em massa de legislações e normas tributárias é subproduto dessa voracidade arrecadatória. ... O poder público não confia no cidadão que aceita isso e se torna submisso aos caprichos do estado. .... Por que devo ir ao cartório, colocar carimbo para provar que a cópia é igual ao original? Por causa de uma minoria de não mais que 5% de falsários, afeta-se a vida de 95% das pessoas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A entrevista é longa e aponta vários exemplos onde é possível simplificar a ação do estado para que seja menor e melhor.&lt;br /&gt;Quando consideramos as possibilidades de controle das atividades da administração pública encontraremos duas categorias: controles formais e controles de resultado. Prevalecem os controles formais, pouco se faz para controlar os resultados.&lt;br /&gt;Para melhor apreciação consideremos um exemplo do que acontece em uma escola pública. A escola pública é tomada como exemplo apenas por ser uma atividade que podemos compreender facilmente, entretanto qualquer outra unidade revela os mesmos defeitos.&lt;br /&gt;O controle formal é aquele expresso pelo exame dos papéis, dos documentos e comprovantes dos gastos. A compra de materiais/serviços é tida como formalmente correta quando forem encontrados as notas fiscais, os recibos de pagamentos e tudo que demonstre a realização de concorrência ou tomada de preços de fornecedores.&lt;br /&gt;A quantidade e a qualidade do fornecimento deixa de ser objeto de verificação pelo controle formal. Porém, a falha maior de controle reside na total ausência de avaliação dos resultados das atividades da escola voltadas à formação de seus alunos.&lt;br /&gt;O controle de resultados deve evidenciar os custos totais das atividades de maneira a saber quanto é necessário para manter um aluno. Com a apuração desse número torna-se possível avaliar a produtividade dos recursos usados pela escola, comparando-a com unidades da mesma ou de outras redes de ensino, inclusive com escolas da iniciativa privada. Esse é o controle de resultados que supera em importância aquele classificado como formal cujo foco é examinar exclusivamente a papelada.&lt;br /&gt;Mais importante ainda é conhecer o resultado que surge da avaliação do aprendizado dos alunos mediante aplicação de provas e de outros recursos como a pesquisa da satisfação dos alunos, pais e professores. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O CASO VALE DO RIO DOCE &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Vejamos o que revelam os números da Companhia Vale do Rio Doce, obtidos pela comparação do período em que era do governo com aquele após a sua privatização.&lt;br /&gt;Em 1997 a Vale estatal pagou à União US$ 110 milhões em impostos e dividendos. Depois de nove anos de privatização, em 2006, essa quantia saltou 23 vezes para US$ 2,6 bilhões.&lt;br /&gt;Nesse mesmo período, o número de empregados cresceu cinco vezes, de 11 mil para 56 mil.&lt;br /&gt;Entre 1943 e 1997, em 54 anos de controle estatal, a Vale investiu a soma de US$ 24 bilhões. Em apenas seis anos de gestão privada, entre 2001 e 2006, foram investidos US$ 44,6 bilhões.&lt;br /&gt;Os números atestam a grande diferença entre a eficiência da administração pública e aquela encontrada na iniciativa privada na condução da Vale. Há outros exemplos que podem ser considerados&lt;br /&gt;Em Porto Alegre podemos encontrar mais um exemplo de baixa produtividade do setor público, pela comparação entre a Santa Casa e um hospital público federal que atendem a mesma quantidade de pacientes com o mesmo tipo de serviço. O custo do hospital público é 4 vezes maior, caso tivesse a mesma produtividade da Santa Casa poderia atender um número de pacientes 4 vezes maior. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;PIORA A PRODUTIVIDADE DO BRASILEIRO &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Estudo divulgado pela OIT-Organização Internacional do Trabalho revela que os empregados brasileiros são muito menos produtivos que os americanos, europeus, chineses (!), coreanos, chilenos, venezuelanos e argentinos. A questão é mais grave quando consideramos que a produtividade atual do brasileiro é menor do que era há 25 anos, no lugar de ganhar o Brasil perde produtividade.&lt;br /&gt;A princípio isso parece muito estranho, pois há sensíveis aumentos na produtividade dos trabalhadores da indústria e dos empregados no agro-negócio.&lt;br /&gt;Quando procuramos qualificar a queda da produtividade acabamos por identificar os setores responsáveis; o principal, sem dúvida, é o setor público em seus diferentes níveis: federal, estadual e municipal.&lt;br /&gt;O setor de prestação de serviços é outro grande responsável pela baixa produtividade, ainda que existam ilhas de excelência.&lt;br /&gt;Por último, não menos importante é a baixa produtividade da agricultura familiar ou de subsistência que permanece mesmo com o programa de reforma agrária em execução. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SONEGAÇÃO E CORRUPÇÃO &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Estudos realizados em São Paulo revelam que a sonegação de tributos federais, estaduais e municipais representa cerca de 30% do PIB, número muito próximo da arrecadação efetiva que alcança 35% do PIB.&lt;br /&gt;A sonegação em grande parte é estimulada pelos sucessivos acréscimos dos valores cobrados dos contribuintes. Quanto maior o imposto cobrado maior é a vantagem obtida com a sonegação.&lt;br /&gt;A sonegação não ocorre unicamente como meio para se obter vantagem, é também recurso de sobrevivência, muitos empreendimentos não suportam a carga tributária. Para não falir a sonegação é recurso extremo, mais vezes obrigando o refúgio na informalidade.&lt;br /&gt;A corrupção, por sua vez, encontra campo fértil nas possibilidades criadas para evitar a ação da fiscalização do poder público. Ela prospera onde prevalece o binômio desonestidade e incompetência. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O CÍRCULO VICIOSO &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A ineficiência do setor público, em decorrência da baixa produtividade e dos elevados índices de corrupção, pressiona os gastos correntes, aqueles necessários à manutenção dos serviços, e reduzem os investimentos necessários para a ampliação da oferta de serviços. Para compensar o governo busca recursos adicionais pela elevação da carga tributária e por dinheiro emprestado no mercado financeiro. A dívida pública pressiona os gastos pelo pagamento de juros, está ai a origem das elevadas taxas de juros. Nessa ciranda louca cresce a sonegação, a corrupção e a informalidade da economia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;COMO DESATAR O NÓ &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para desatar o nó ou para se livrar da camisa de força dessa loucura é necessário: aumentar a produtividade da administração e incentivar os investimentos privados.&lt;br /&gt;Além de tornar mais produtivo o setor público deve haver cuidadoso exame das atividades que devem ser mantidas e daquelas que melhor será transferir para outras esferas como o setor privado ou mesmo para entidades sem fins lucrativos existentes na comunidade como as ONG´s e outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é aquilo que podermos chamar de choque de gestão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poucos são os responsáveis pela administração pública com a coragem e competência suficientes para enfrentar esse desafio. Tarefa complicada, que no curto prazo não favorece os interesses eleitoreiros.&lt;br /&gt;Quanto aos investimentos temos que considerar que nunca o mundo teve tanta disponibilidade de capitais que podem ser atraídos para projetos que beneficiem a nação, através de garantias adequadas – isto justifica a existência das agências reguladoras - será possível atrair capitais privados, nacionais e internacionais, para a concretização de parcerias ou de outras modalidades de investimentos.&lt;br /&gt;Para terminar, vale lembrar que o Brasil eficiente e justo requer que comecemos com o choque de gestão nas escolas. Sem a elevação dos níveis de capacitação profissional e cultural continuaremos na rabeira das nações, lamentável diante de todas as potencialidades que configuram o gigante brasileiro, que prefiro dizer que não dorme em berço esplendido, mas que precisa aprender a caminhar com mais vigor e determinação.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/542791692054193474-2605348029776873955?l=leonardokurcis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardokurcis.blogspot.com/feeds/2605348029776873955/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=542791692054193474&amp;postID=2605348029776873955' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/542791692054193474/posts/default/2605348029776873955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/542791692054193474/posts/default/2605348029776873955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardokurcis.blogspot.com/2007/09/o-n-brasileiro.html' title='O nó brasileiro - Baixa produtividade do setor público, carga tributária excessiva, sonegação, informalidade e corrupção'/><author><name>Leonardo Kurcis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16017355268150433185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-542791692054193474.post-4767670419999430286</id><published>2007-09-09T19:03:00.000-03:00</published><updated>2007-10-14T11:52:28.534-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reciclar: há muito para ser feito'/><title type='text'>Reciclar: há muito para ser feito</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;Revista VEJA, edição número 2024, de 5 de setembro de 2007,&lt;br /&gt;traz matéria com o título “Comece a Reciclar”, de Monica Weinberg.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novos números sobre reciclagem no Brasil mostram que são reaproveitados apenas 11% de tudo que se joga na lata do lixo, cinco vezes menos do que nos paises desenvolvidos. Apenas 6% dos municípios brasileiros dispõem de coleta seletiva.&lt;br /&gt;O bom exemplo vem de cinco cidades que mais reciclam: no Paraná, Curitiba e Londrina, em São Paulo, Santo André e Santos, em Minas Gerais, Itabira. Fazem chegar o serviço de coleta seletiva a 100% das residências.&lt;br /&gt;Os campeões de reciclagem no Brasil: latas de alumínio 94%, papelão 77%, garrafas PET 50%, papel 50% e vidro 46%.&lt;br /&gt;A reciclagem de alumínio permitiu economia de energia elétrica suficiente para abastecer o Ceará durante um ano inteiro. A reciclagem de vidro economizou energia elétrica suficiente para o consumo de Porto Alegre.&lt;br /&gt;O que ainda não pegou: sacolas de plástico, latas de aço e caixas longa-vida.&lt;br /&gt;Os estragos do óleo de cozinha, um litro polui 1 milhão de litros d´água. Esse resíduo deve ser colocado em garrafas PET e entregue para organizações recicladoras. Não havendo essa alternativa as garrafas serão colocadas no lixo comum.&lt;br /&gt;As lâmpadas fluorescentes serão separadas para evitar ferimentos aos catadores. As incandescentes irão para o lixo comum por não representarem prejuízo para o ambiente.&lt;br /&gt;As baterias de celulares, filmadoras e de telefones sem fio são recicladas enquanto que as pilhas, por terem baixa concentração de metais pesados, podem ser colocadas no lixo comum.&lt;br /&gt;Cacos de vidros planos e de espelhos devem ser embalados em jornal e mantidos separadamente. Seguirão para vidraçarias e não para fábricas de reciclagem de vidro.&lt;br /&gt;Vale a pena separar o lixo seco de todos os restos orgânicos, um copo sujo de cafezinho pode inutilizar quilos de papel limpo e reciclável. Lavar as embalagens para retirar os resíduos dos alimentos e dos produtos de higiene e limpeza.&lt;br /&gt;Não vale a pena separar o lixo seco por tipo de material. As empresas e cooperativas farão uma nova triagem, estando o lixo organizado ou não. Amassar latas e garrafas PET ou desmontar as embalagens longa-vida, são medidas que não encurtam em nada o processo de reciclagem.&lt;br /&gt;Meus comentários&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os números mostram que os 11% de reciclagem do Brasil estão distantes dos 55% dos paises desenvolvidos. Cabe aceitarmos o desafio, através de uma atitude individual, mesmo que as prefeituras deixem de cumprir com a obrigação de organizar a coleta seletiva.&lt;br /&gt;Bom seria que antes de alcançarmos melhores índices de reciclagem que conseguíssemos, ao menos, colocar o lixo no lixo. Deixar de usar os rios, ruas e terrenos baldios como local para destinação de lixo.&lt;br /&gt;Como péssimo exemplo, temos o entulho proveniente de construções e reformas de edifícios que representa metade de todo o lixo produzido nas cidades, com freqüência absurda, esse material pode ser visto atirado em rios e nas margens das ruas. Algumas cidades organizaram postos de coleta de entulho e já conseguem transformá-lo em recurso utilizável, essa é a solução a ser buscada.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/542791692054193474-4767670419999430286?l=leonardokurcis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardokurcis.blogspot.com/feeds/4767670419999430286/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=542791692054193474&amp;postID=4767670419999430286' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/542791692054193474/posts/default/4767670419999430286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/542791692054193474/posts/default/4767670419999430286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardokurcis.blogspot.com/2007/09/reciclar-h-muito-para-ser-feito.html' title='Reciclar: há muito para ser feito'/><author><name>Leonardo Kurcis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16017355268150433185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-542791692054193474.post-3769665447815204843</id><published>2007-08-05T10:17:00.000-03:00</published><updated>2007-10-14T11:52:58.769-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Senado e a Câmara de Deputados que precisamos'/><title type='text'>O Senado e a Câmara de Deputados que precisamos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O Congresso Nacional formado pelo Senado e pela Câmara de Deputados é peça fundamental para a consolidação da democracia e para que possamos construir um país mais justo que ofereça as oportunidades que os brasileiros necessitam. Para isso é necessário que modificações significativas aconteçam com a brevidade requerida. Entre elas, as seguintes: &lt;/div&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;Equilíbrio na representação na Câmara dos Deputados. Hoje a eleição de um deputado não se dá com o mesma quantidade de votos. Existem estados &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;sub&lt;/span&gt;-representados como é o caso de São Paulo, onde são necessários muito mais votos do que aquele para eleger um deputado, por exemplo, em Roraima. &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;Implantação do voto distrital para escolha dos deputados. Cada partido apresentará apenas um candidato. A eleição será semelhante àquele em que o prefeito da cidade é escolhido, poucos candidatos e conhecidos dos eleitores. &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eliminação do suplente de senador. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Atualmente&lt;/span&gt;, com o afastamento do senador, por qualquer motivo, assume o seu suplente que não foi votado. Raramente o eleitor sabe quem é o suplente que acompanha a candidatura do senador. No caso de vacância da vaga de senador poderia assumir aquele que teve a segunda votação. &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;O senador e o deputado que for convidado para assumir outro cargo no governo deve renunciar ao seu mandato. Eles foram eleitos para serem senadores ou deputados e não para ocupar outro cargo no governo. &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;A imunidade e o fórum privilegiado para senadores e deputados devem ficar restritos às funções no congresso e não para crimes de natureza comum que praticarem. &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;O senador e o deputado somente poderão mudar de partido no final do respectivo mandato.&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;p align="justify"&gt;O Congresso perde cada vez mais importância no cenário político da nação, fica limitado a referendar os interesses do poder executivo, não cria praticamente nada. Parece que o conjunto de parlamentares buscam mais ocupar espaços mediante o retalhamento dos órgãos públicos ou desempenhar o papel de despachantes de interesses que em nada beneficiam a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;coletividade&lt;/span&gt; brasileira. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Além das modificações apontadas e de outras necessárias, torna-se imperioso reestabelecer a importância do Congresso diante dos desafios da nação. Sempre se disse que o Congresso é uma espécie de caixa de ressonância das necessidades da nação. Assim, nada melhor do que estimular os senadores e deputados para que produzam, com a participação da sociedade brasileira, estudos e propostas que possam representar um "Projeto Nacional", capaz de potencializar as forças e aspirações de todos que formam a grande nação brasileira.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/542791692054193474-3769665447815204843?l=leonardokurcis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leonardokurcis.blogspot.com/feeds/3769665447815204843/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=542791692054193474&amp;postID=3769665447815204843' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/542791692054193474/posts/default/3769665447815204843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/542791692054193474/posts/default/3769665447815204843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leonardokurcis.blogspot.com/2007/08/o-senado-e-cmara-de-deputados-que.html' title='O Senado e a Câmara de Deputados que precisamos'/><author><name>Leonardo Kurcis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16017355268150433185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
